Mostrando postagens com marcador editora Paulinas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador editora Paulinas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de setembro de 2019

LANÇAMENTO DO LIVRO: LUA, NOITE E DIA de ANDRÉ NEVES / FÁBIO MONTEIRO / LUCIANO PONTES (EDITORA PAULINAS) NA LIVRARIA NOVE.SETE (SÃO PAULO)

                           CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA 


LANÇAMENTO DO LIVRO:
LUA, NOITE E DIA
autores: ANDRÉ NEVES / FÁBIO MONTEIRO / LUCIANO PONTES
editora: PAULINAS

SINOPSE:
Lua,  noite,  dia,  narrativas  que  se  entrelaçam  por  meio   de  fios
que perpassam a imaginação  e  a  fantasia.  Na  primeira  narrativa,
a  noite  e  o dia se perdem e se  encontram  o  tempo todo  na obra,
ora   parecem   distantes,  ora   o encontro  os  aproximam,  criando 
uma circularidade brincante, um  jogo  poético  e  um  dinamismo  à
história.  A  segunda  narrativa  traz  ao  leitor  uma  certa  nostalgia
dos  tempos de outrora  e  um  encantamento  que  se  expande  por 
meio da afinada poesia textual. 

As narrativas  de  imagem construídas  ludicamente  surpreendem 
todo momento dando ritmo, cor, movimento, emoção, apresentando
um texto que a sensibilidade do leitor codifica e amplia.


PROGRAMAÇÃO:
Conversa com os autores, lançamento e autógrafos

LOCAL:
LIVRARIA NOVE.SETE
R. França Pinto, 97 - Vila Mariana, São Paulo - SP


DIA / HORÁRIO:
29 de Setembro de 2019  (Domingo) às 11 h

=====================================================================

domingo, 22 de setembro de 2019

CONVERSA COM OS AUTORES E LANÇAMENTO DO LIVRO: LUA, NOITE E DIA de ANDRÉ NEVES / FÁBIO MONTEIRO / LUCIANO PONTES (EDITORA PAULINAS) na CASA DIÁLOGOS (SÃO PAULO)



LIVRO:
LUA, NOITE E DIA
autores:  ANDRÉ  NEVES  /  FÁBIO MONTEIRO  /  LUCIANO  PONTES
EDITORA PAULINAS

ESTA OBRA LITERÁRIA PARA AS INFÂNCIAS, CELEBRA A AMIZADE
E A POESIA DE FERNANDO PESSOA



PROGRAMAÇÃO:
BATE-PAPO COM OS AUTORES / LANÇAMENTO DO LIVRO: LUA,
NOITE E DIA /  SESSÃO DE AUTÓGRAFOS 


A  proposta  desse  encontro com  André  Neves,  Fábio  Monteiro
e Luciano Pontes é que juntos possamos dialogar sobre amizade, 
infâncias e o poeta Fernando Pessoa tendo o lançamento do livro:
Lua, Noite e Dia como testemunha.

INSCRIÇÕES:


SERVIÇO:

Dia: 27 de setembro de 2019 - sexta- feira
Local: Casa Diálogos, Rua Orlando Valderano, 47, Tatuapé
Horário:   19h30 às 20h30 - (bate-papo exclusivo com os autores)
                 20h30 às 21h30 -  Momentos de autógrafos e selfies
Valor:      R$10,00 Associados vigentes - Embalados
                R$20,00 não associados

Esperamos você! 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

AQUARELA de PEPITA SAMPAIO e BRUNA ASSIS BRASIL (EDITORA PAULINAS)

                                           SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br

COLEÇÃO ESTRELA

INDICAÇÃO: a partir de 8 anos (leitor  em processo)

40 PÁGINAS

“Graças à brincadeira e à imaginação, a natureza inerte dos adultos - uma
  cadeira, um  livro, um objeto  qualquer - de  repente adquire vida própria.
  Com a virtude mágica  da linguagem ou do gesto, do  símbolo ou  do ato,
  a  criança  cria  um  mundo  vivente   onde  os  objetos  são  capazes   de 
  responder às perguntas.”                                        OCTÁVIO PAZ

=====================================================================

PEPITA SAMPAIO, autora do livro AQUARELA, desenvolve, neste trabalho,
uma narrativa que dá asas à imaginação do leitor.

A menina AQUARELA, que empresta seu nome para dar título a este livro,
sonha, até mesmo acordada, uma 'realidade' que é só dela.

Movida pela curiosidade e pela inquietude,  AQUARELA busca desvendar 
algumas questões misteriosas, que vão surgindo, aos poucos, para ela.


       “Quando abriu os olhos novamente, olhou para cima e viu  um céu de
         pontinhos  brilhantes. Olhou  para  um  lado  e  viu  uma  pitangueira,
         linda, frondosa.Atrás ficava a casa branca de janelas e portas verdes
         e beirais  vermelhos. Olhou  para o outro lado,  um  riacho  de  águas 
         claras.
         Lá adiante o parque estava escuro.
         Foi aí que  a  coisa  complicou  de  novo. Tentou  mexer a  mão e não 
         conseguiu, em seguida, foram os braços, depois as pernas... e nada!
         Foi tão embaraçoso se sentir presa, amarrada, colada que nem figura
         num papel.
         Chegou a madrugada. No esforço de entender..., adormeceu.
         Despertou com o barulho lá de fora.
         Agora, o  céu  azul mostrava  o movimento  do parque e das  crianças
         novamente. Acordou decidida  a  se livrar daquela  cola. Ou limpava o
         balanço ou trocava  o vestido, mas  ficar ali  grudada é  que não dava.
         Além do  mais, tinha que  descobrir uma forma de passar pela  parede
         transparente.
         Não foi fácil se soltar do balanço de corda. Com  uma dança de estica
         e  puxa,  conseguiu.  Ensaiou  uma  corrida   em   direção  à  parede  e
         empurrou-a com a força do corpo e dos  pensamentos.  Nem era com
         ela, Dona Parede não se mexeu.
         - Que  parede  dura, vou  atravessá-la mesmo  que seja a  última coisa
         que eu faça!
         Decidiu bater forte  até quebrar  um pedaço,  quando ouviu um  chiado 
         zangado.
         - Ei, menina,  pare de me bater!  Não  está vendo  que não pode passar
         por mim? Não tenho porta, nem  maçaneta,  janela,  fresta ou furo. Não
         quebro, não  abro e  não derreto,  não adianta ser  grande ou  pequena,
         tem que arranjar outro jeito.
         A menina  quase morreu  de susto, dois  passos para  trás, um tropeço,
         caiu sentada  na grama. Balbuciou  desculpas e perguntou  para  Dona 
         Parede por que estava presa ali.
         - Como vou saber? Sou de vidro, mas  não  tenho  bola  de cristal  para
         adivinhar as coisas. Só sei  que  não adianta insistir, por aqui você não
         passa...Eu não tenho porta nem janela para  abrir. Pergunta  para o seu
         Balanço, ele te carrega há tanto tempo, deve saber melhor que eu. 
         - O Balanço também fala?"
         
Ao ler o livro  AQUARELA, o leitor vai  perceber  que,  a cada página  virada, a 
menina vai  vivenciar  uma  situação  nova  e vai, também, poder  acompanhar
AQUARELA em um mergulho no seu imaginário.

Mas onde estão as respostas para as perguntas que inquietam tanto a menina
AQUARELA?

AQUARELA investiga, procura, pergunta aqui e ali, fuça todos os cantinhos da
casa, xereta os armários... e nada!

É no capítulo LUZ  NO  TÚNEL,  que tudo se  'ilumina'.  A partir deste ponto da
história, mudanças ocorrem. As circunstâncias desenham  um novo  contexto
e um reencontro para a menina AQUARELA.


        
O  projeto  gráfico  de  AQUARELA  distribui, de  forma  bem  equilibrada,  cada
capítulo da história  pelas páginas do livro. No texto, o  que chama a  atenção é
a diagramação,que dá  destaque aos títulos dos capítulos, às letras capitulares,
à onomatopeias e palavras onomatopaicas. Fonte, cor e tamanho diferenciados
são recursos, que dão originalidade ao texto e valorizam ainda mais a narrativa.

                
AS ILUSTRAÇÕES:


As ilustrações de  BRUNA  ASSIS  BRASIL,  de forte colorido, apresentam a
personagem AQUARELA em cenários que encantam os olhos e exercem um 
papel importante na composição da história.

As imagens, de páginas duplas, são bem variadas em técnicas, que vão da
pintura e colagem à ferramentas digitais..




AS AUTORAS:



sexta-feira, 14 de julho de 2017

LANÇAMENTO da EDITORA PAULINAS: AUMENTEI, MAS NÃO MENTI de ANTONIO JURACI SIQUEIRA / XILOGRAVURAS DE NENA e SILVIO BORGES

                                      SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br


INDICAÇÃO: a partir de 12 anos (leitor crítico)

38 PÁGINAS

=====================================================================

O premiadíssimo autor ANTONIO JURACI SIQUEIRA, natural do estado do Pará,
na capa do seu livro, já avisa:  AUMENTEI, MAS NÃO MENTI  e no miolo do livro
apresenta duas narrativas-poéticas, bem ao estilo do Cordel:
- O MITO DA CRIAÇÃO DA NOITE
- O MITO DA CRIAÇÃO DOS RIOS DA ILHA DO MARAJÓ. 


ANTONIO  JURACI  SIQUEIRA  escreveu a primeira narrativa - O Mito da Criação
da Noite em sextilhas heptassilábicas, no esquema de rimas - xaxaxa. A história
foi coletada da  cultura dos  povos Tupi. Sabe-se que ela foi publicada,  em 1935,
pelo general Couto de Magalhães, no livro O Selvagem.

Aqui, em AUMENTEI, MAS NÃO MENTI, ANTONIO JURACI SIQUEIRA desenvolve
esta  história,  ao seu jeito,  para  mostrar  como  a noite surgiu  com  seu manto 
escuro, para cobrir a face do sol. Naquele tempo, a noite ainda não existia.


                                       Cá estou de pena em punho
                                       nas brenhas do imaginário,
                                       nas matas densas do verbo,
                                       refém do vocabulário,
                                       para contar uma história
                                       de um passado extraordinário.

                                       Uma história fabulosa,
                                       cheia de ação e magia,
                                       quando o Tempo era menino
                                       e o real e a fantasia
                                       desfilavam de mãos dadas
                                       na passarela do dia. 

                                       Essa lenda foi contada
                                       pelos nossos ancestrais
                                       e diz de um fato assombroso
                                       no reino do nunca mais,
                                       tempo em que o dia reinava
                                       sozinho sobre os mortais.
                                                                                                                                                 

Em 33  estrofes, o  autor apresenta  um texto, de forma fantasiosa  e, ao mesmo
tempo, com uma  forte carga  poética.  A narrativa  traz  embutida  a  história  da 
filha  da  Cobra  Grande. Ela  se casou, mas  disse  ao  marido, que  para amá-lo,
queria  o véu  escuro da  noite. Exigiu, que  ele mandasse  buscar  a  noite,  pois 
queria muito  trocar a  claridade  do dia pelo  esplendor  do luar. O marido  pediu
que 3 servos  procurassem  a Cobra Grande, mãe  de  sua esposa. Ela  guardava
a noite adormecida, por anos a fio, num coco de tucumã, nas profundezas do rio.
A missão dependia de sorte e  obediência, mas  a curiosidade dos  servos botou
tudo a perder.  O que será que aconteceu? Você, leitor, não pode nem imaginar.

====================================================================

O  Mito da Criação dos  Rios  da Ilha do Marajó  foi  relatado  pelo  índio  Aruã, o
Severino dos Santos, em 1783, ao  naturalista  Alexandre  Rodrigues  Ferreira. Esta
narrativa é recontada, aqui,  pelo autor  ANTONIO  JURACI  SIQUEIRA, em  setilhas
heptassilábicas, no  seguinte esquema  de  rimas:  xaxabba, como  nos versos dos
folhetos de Cordel.

A  história  contada, em  29 estrofes,  explica  que, há  muito tempo atrás, a  ilha do
Marajó não possuía nem nome,  nem rios e  nem igarapés. A  ilha  só  tinha mesmo
um lago gigante. Em versos,  o  autor  pede  que  todos  embarquem  na  iguara  do
Severino para que possam realizar  uma  viagem  ao  passado. É  lá, que os leitores
irão descobrir de que maneira os rios da ilha do Marajó surgiram.

                                        Um dia, o velho Aruã,
                                        sentindo-se triste e só,
                                        contou ao sábio esta lenda
                                        ouvida de sua avó,
                                        que fala do nascimento,
                                        num fabuloso momento,
                                        dos rios do Marajó.

                                        Portanto, eu peço que todos,
                                        adulto, velho ou menino,
                                        de olhos fechados embarquem
                                        na igara do Severino
                                        e sigam rumo ao passado,
                                        atrás de um mundo encantado,
                                        entre o lúdico e o divino.

=====================================================================

Ao final do livro, o leitor encontrará um GLOSSÁRIO, que lista, em ordem
alfabética, doze  palavras, algumas  de origem  indígena, como: BOIOÇU,
BOIUNA,  CUNHÃ,  EMBIRA,  IGARA...  Este  apêndice tem  o objetivo  de
facilitar, para o leitor, o entendimento dos textos. 


AS XILOGRAVURAS:



Nas xilogravuras de  NENA BORGES e  SILVIO BORGES, os  leitores, de
AUMENTEI,  MAS  NÃO MENTI,  poderão, também, como  nos versos  de
ANTONIO  JURACI  SIQUEIRA,  constatar  a  aura mágica da  fantasia do
imaginário popular.

As ilustrações, em preto sobre fundos de páginas em colorido forte, são
um grande destaque do livro. O recurso utilizado é impactante e valoriza
visualmente os textos de ANTONIO JURACI SIQUEIRA.


OS AUTORES:



sexta-feira, 7 de julho de 2017

LANÇAMENTO: TOMBOLO DO LOMBO de ANDRÉ NEVES (EDITORA PAULINAS)

                                        SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br


COLEÇÃO: ESPAÇO ABERTO

INDICAÇÃO: a partir de 3 anos (leitura compartilhada)  /  a partir de 6 anos
(leitor iniciante)

32 PÁGINAS

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Para escrever e ilustrar o livro TOMBOLO DO LOMBO, André Neves foi buscar
inspiração na cantiga popular Tangolomango - uma espécie de  parlenda com
estrutura cumulativa decrescente e no Bumba meu boi - manifestação cultural
brasileira, em torno da morte e ressurreição de um boi. 


                          ESTA É UMA HISTÓRIA
                              COM LÍNGUA COMPRIDA,
                                     BOI DA CARA PRETA,
                                            BOI DA ROUPA ESQUISITA.

 
                      QUE BOI É ESSE, MINHA GENTE?
                                        ANIMADO, SÓ QUER DANÇAR.
                                  CHAMOU NOVE MÚSICOS
                        PARA A FESTA COMEÇAR.


                            MAS UM DELES DESEJOU
                            COMER A LÍNGUA DO BOI.
                              TOMBOLO DO LOMBO
                      VAMOS DESCOBRIR QUEM FOI?

                            O TAMBORIM DO CORONEL
                       DESAFINA UM TOM AFOITO,
                               TOMBOLO DO LOMBO
                            DOS NOVE FICARAM OITO.



E assim, vai sendo contada a história dos 9 músicos, que  participam da  festa...

A brincadeira com a sonoridade das palavras e as  referências  às cantigas e às
parlendas são  um convite  a  realização  de  uma  leitura  ritmada, favorecendo,
também, uma saborosa recitação cantada.

André Neves se renova a cada livro que  lança, com  recursos  inesperados. Por
exemplo:  aqui, o leitor tem  que virar  o livro de  ponta cabeça  para  ler  o  texto
e  apreciar  as  ilustrações. TOMBOLO  DO  LOMBO  ganha movimento  a cada

página  virada,  pois o  texto,  a ser lido e as  ilustrações estarão  sempre  numa 
posição diferente.

Num projeto gráfico curioso e cuidadoso, André Neves faz o  leitor  acompanhar
a dança do Bumba meu Boi, ao mesmo tempo, que os personagens  vão caindo

um a um do lombo do boi, até restar apenas um.

Os  textos  encadeados  se fecham  em um círculo, mas a  diversão não  acaba,
quando  restar  apenas um  personagem, porque  a  brincadeira  continua. Você
acredita?

O texto curto, rimado e ritmado, em caixa alta, foi  escrito para propor, num jogo
com  as  palavras,  uma  brincadeira  pra  lá  de  divertida:  descobrir   qual   dos
personagens  quer  comer  a língua  do  boi. Este desafio  é  feito  para  os bem
pequenos, e também, para os adultos, por que não? Melhor dizendo, é um bom
desafio para todos os leitores de TOMBOLO DO TOMBO.


PREMIAÇÃO:

       O LIVRO TOMBOLO DO LOMBO DE ANDRÉ NEVES (EDITORA PAULINAS)
ESTÁ ENTRE OS 30 MELHORES LIVROS INFANTIS DO ANO DE 2017, PRÊMIO
REVISTA CRESCER.

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

AS ILUSTRAÇÕES:


                                            CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA

   Algumas observações sobre o projeto gráfico e as ilustrações do livro:

- As ilustrações de ANDRÉ NEVES despertam a atenção do  leitor desde  a capa
  do livro. Na capa, as letras 'envernizadas' contrastam com o acabamento fosco
  do fundo da página e da ilustração.

- As ilustrações do miolo do livro, na sua maioria, ocupam páginas duplas do livro.

- O projeto gráfico, também, assinado por ANDRÉ NEVES, é  muito  expressivo e
  se revela como a grande atração do livro.

- A diagramação do título e de frases, do  miolo do livro, dá  destaque  a algumas 
  palavras do texto, como:  OLHA A CHUVA / TOMBOLO DO LOMBO, expressão
  repetida diversas vezes.

- Fontes diferentes, de tamanhos diversos, o alinhamento e a distribuição do texto
  nas páginas, a intenção de criar  efeitos  de  movimento,  os  espaçamentos  são
  alguns dos recursos explorados pelo artista.
  
- O fundo branco, na maioria das páginas, dá ênfase ao colorido das imagens.

- A  caracterização dos  personagens instiga o leitor e amplia  o seu imaginário.

- As páginas do livro TOMBOLO DO LOMBO não  são  numeradas. A  intenção
  do autor é ratificar a ideia de encadeamento dos textos e de continuidade.

- A narrativa visual do livro TOMBOLO DO LOMBO reserva para o leitor, a cada
  página virada, uma boa surpresa. Vale conferir.


                                              CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA


+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

O AUTOR:


                                          CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA

terça-feira, 25 de abril de 2017

MAIS UM SUCESSO DA EDITORA PAULINAS: ENFIM, ATLETA! DE ANNA CLAUDIA RAMOS E ROGÉRIO COELHO

                                            SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br



COLEÇÃO MAGIA DAS LETRAS - SÉRIE MUNDO ENCANTADO

INDICAÇÃO: a partir de 10 anos (leitor fluente)

 40 PÁGINAS

       "Não são todos os que realizam os velhos sonhos da infância!"   
                                                                                       Mario  Quintana                            
                                                                
    
 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

A história "ENFIM,  ATLETA!"  é narrada em primeira pessoa pela menina Antônia,
protagonista do livro. Ela nos conta que tinha  um sonho de infância e como tudo 
começou.

                                
    "As pessoas têm mania de dizer que a gente tem  que desistir de  um sonho
quando  ele  parece  muito  maluco,  ou  muito   grandioso,  como  diria   Dona 
Corinha. Eu não concordo. Ainda bem que não  acreditei no que me  disseram
lá na minha cidade, quando eu era pequenininha.

   Mas vamos começar esta história do começo, que é  para vocês  entenderem
bem  por  que estou  falando isso. Aprendi com meu avô que, quando  se  quer
contar uma boa  história, é  preciso  resgatar  o passado  de tudo, para  que se 
entenda o presente. Vovó sempre implicava com isso, pedia  que ele  contasse
apenas o  acontecido,  que  não ficasse  enrolando tanto  para  contar algo  tão
simples. Ele ria, e nem ligava, piscava para mim e começava a falar.

    Sempre gostei de ouvir as histórias de vovô. E agora, que moramos aqui em
São Paulo com o tio, tudo é diferente, menos o jeito dele de contar histórias.

   Moramos aqui já tem bastante tempo, mas hoje  está sendo  um dia  diferente,
especial. Vovô e  o tio acabaram  de ir embora  do aeroporto. Estou  na  sala  de
embarque, rumo a uma nova etapa de minha vida:  estudar,  treinar e  jogar fora
do país, com uma bolsa de estudos integral. Estou sentada aqui, esperando dar
o horário do voo e olhando por esta imensa janela, completamente emocionada.
Acho que por isso me lembrei de toda a minha história.

   Nasci no interior de Minas Gerais, numa cidade tão pequenininha que nem se
encontra no mapa. Quem nasce lá, fica meio esquecido do mundo. Por isso
mesmo, Dona Corinha vivia me dizendo:

   - Pare de ter sonhos grandiosos. Antônia, olhe bem onde você nasceu. Você
acha mesmo que alguém pode se tornar uma atleta nascendo aqui?

     Eu  ficava  chateada,  claro,  mas preferia  não  ligar  muito,  não,  e  sempre 
respondia:

   - Um dia eu vou ser tenista, Dona Corinha, tenho certeza."


Na vida,  existem  coisas  que  só  descobrimos  aos  poucos.  Com  Antônia, não
foi  assim. Ela  sempre  soube que seria  uma  tenista, sempre  carregou  consigo
esta certeza.

Costurando sua história, a menina  descreve seus  sentimentos e  sua paixão  pelo
tênis. Ela, mesma, nunca entendeu como uma menina, nascida  em  uma  pequena
cidade do interior de Minas Gerais, que nunca tinha  pisado numa  quadra  de tênis,
nem, tão pouco, assistido a uma partida, foi, logo, se apaixonar por este esporte.

Antônia ouviu, de muitos, coisas  como: uma  menina  tenista  saindo  deste  fim  de
mundo; pare de ter sonhos grandiosos; desista desse sonho  de ser tenista, menina.
Tênis  é esporte  de  rico... Algumas  pessoas  insensíveis  só  se  aproximavam  de
Antônia com a intenção de destruir o seu sonho de infância. Poucos a incentivavam. 
No início, a menina Antônia só  encontrava  apoio mesmo na família. Apesar de não
ter conhecido seus pais e ter sido  criada  pelos avós, Antônia não era uma  menina 
infeliz, muito pelo contrário.

O  livro  de  ANNA  CLAUDIA  RAMOS  traz,  em  um  texto  envolvente  e  sensível,
reflexões sobre os ciclos  naturais  da  vida  e sobre as  transformações que podem
ocorrer, de uma hora  para outra. Com Antônia, aconteceu da seguinte maneira: ela
acabou  sendo  conduzida   na  direção  de  sua   realização,  a  partir  de  um  certo
momento e  sua  vida foi preenchida com muitas vitórias.

A obra "ENFIM, ATLETA!" tem um alto teor reflexivo. É interessante observar  que a
narrativa  nos  faz  parar para pensar em como foi difícil, para a menina Antônia, ser
aceita pelas pessoas como uma atleta.

Para  fechar a  história de  Antônia, ANNA  CLAUDIA  RAMOS  retoma  o começo da
narrativa (Antônia, no aeroporto, na sala de embarque, aguarda o horário de seu voo. 
Vai estudar, treinar e jogar fora do país. Emocionada, lembra da sua história de  vida,
dos   seus   sonhos, das  pessoas que  estiveram  ao  seu  lado  apoiando  sempre  e
daquelas que nunca acreditaram nela.) Numa estrutura circular, a história de Antônia 
termina onde começou - no  aeroporto, recordando  seu  velho  sonho  de  infância. 


"ENFIM,  ATLETA!"  faz uma  declaração  de amor ao  esporte e a tudo o  que colabora
efetivamente  para a formação de  um  atleta completo. O interessante tema  abordado
atrai o leitor, dimensionando as marcas que a leitura pode deixar em quem lê a história
de Antônia.


ILUSTRAÇÕES:


  
Considerações sobre as ilustrações:

-  A capa de "ENFIM, ATLETA!" revela, através do seu título e da  ilustração, detalhes
   importantes  sobre a  figura  central do  livro - Antônia.  O leitor,  logo,  deduz  que a 
   personagem tem o  sonho de  se tornar uma  grande  atleta  do  tênis  e  que, enfim,
   consegue alcançar o seu objetivo.

- A  cor amarelo - ouro  predomina  em todas  as ilustrações (capa e  miolo do livro) e
  funciona como um pano de fundo da história, que registra a vida de Antônia e dessa
  forma, ressalta o brilho da atleta, marcado por muitas vitórias.

- As  ilustrações de   ROGÉRIO COELHO  intensificam e ampliam  o texto  de ANNA
  CLAUDIA  RAMOS.


- ROGÉRIO  COELHO, que tem  um estilo  muito próprio, lança  mão de interessantes 
  recursos para ilustrar este livro. Por exemplo: a narrativa visual, por  causa de muitos
  detalhes, funciona como uma segunda história,  transpõe  o que diz  o texto e amplia
  o imaginário do leitor.


As ilustrações de ROGÉRIO COELHO  tiram  proveito dos  jogos de claro x escuro
  e   luz x sombra  para  colocar  um  foco  de  luz  na  personagem  central  do  livro.  
  A  luminosidade é um grande atrativo. É desta maneira  que o  ilustrador  conduz  o
  olhar do  leitor para  a  personagem  Antônia,  que  é  retratada  iluminada,  sempre  
  sozinha e  muitas  vezes,  observando  pássaros  que voam bem alto no céu. O que
  imagina Antônia ao observar os pássaros? Com  o que  ela sonha?  Seriam sonhos
  grandiosos?


AUTORES: