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LANÇAMENTO DO LIVRO:
LUA, NOITE E DIA
autores: ANDRÉ NEVES / FÁBIO MONTEIRO / LUCIANO PONTES
editora: PAULINAS
SINOPSE:
Lua, noite, dia, narrativas que se entrelaçam por meio de fios
que perpassam a imaginação e a fantasia. Na primeira narrativa,
a noite e o dia se perdem e se encontram o tempo todo na obra,
ora parecem distantes, ora o encontro os aproximam, criando
uma circularidade brincante, um jogo poético e um dinamismo à
história. A segunda narrativa traz ao leitor uma certa nostalgia
dos tempos de outrora e um encantamento que se expande por
meio da afinada poesia textual.
As narrativas de imagem construídas ludicamente surpreendem a
todo momento dando ritmo, cor, movimento, emoção, apresentando
um texto que a sensibilidade do leitor codifica e amplia.
PROGRAMAÇÃO:
Conversa com os autores, lançamento e autógrafos
LOCAL:
LIVRARIA NOVE.SETE
R. França Pinto, 97 - Vila Mariana, São Paulo - SP
DIA / HORÁRIO:
29 de Setembro de 2019 (Domingo) às 11 h
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terça-feira, 24 de setembro de 2019
domingo, 22 de setembro de 2019
CONVERSA COM OS AUTORES E LANÇAMENTO DO LIVRO: LUA, NOITE E DIA de ANDRÉ NEVES / FÁBIO MONTEIRO / LUCIANO PONTES (EDITORA PAULINAS) na CASA DIÁLOGOS (SÃO PAULO)
LIVRO:
LUA, NOITE E DIA
autores: ANDRÉ NEVES / FÁBIO MONTEIRO / LUCIANO PONTES
EDITORA PAULINAS
ESTA OBRA LITERÁRIA PARA AS INFÂNCIAS, CELEBRA A AMIZADE
E A POESIA DE FERNANDO PESSOA
PROGRAMAÇÃO:
BATE-PAPO COM OS AUTORES / LANÇAMENTO DO LIVRO: LUA,
NOITE E DIA / SESSÃO DE AUTÓGRAFOS
A proposta desse encontro com André Neves, Fábio Monteiro
e Luciano Pontes é que juntos possamos dialogar sobre amizade,
infâncias e o poeta Fernando Pessoa tendo o lançamento do livro:
Lua, Noite e Dia como testemunha.
INSCRIÇÕES:
SERVIÇO:
Dia: 27 de setembro de 2019 - sexta- feira
Local: Casa Diálogos, Rua Orlando Valderano, 47, Tatuapé
Horário: 19h30 às 20h30 - (bate-papo exclusivo com os autores)
20h30 às 21h30 - Momentos de autógrafos e selfies
Valor: R$10,00 Associados vigentes - Embalados
R$20,00 não associados
Esperamos você!
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
AQUARELA de PEPITA SAMPAIO e BRUNA ASSIS BRASIL (EDITORA PAULINAS)
SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br
COLEÇÃO ESTRELA
INDICAÇÃO: a partir de 8 anos (leitor em processo)
40 PÁGINAS
“Graças à brincadeira e à imaginação, a natureza inerte dos adultos - uma
cadeira, um livro, um objeto qualquer - de repente adquire vida própria.
Com a virtude mágica da linguagem ou do gesto, do símbolo ou do ato,
a criança cria um mundo vivente onde os objetos são capazes de
responder às perguntas.” OCTÁVIO PAZ
=====================================================================
PEPITA SAMPAIO, autora do livro AQUARELA, desenvolve, neste trabalho,
uma narrativa que dá asas à imaginação do leitor.
A menina AQUARELA, que empresta seu nome para dar título a este livro,
sonha, até mesmo acordada, uma 'realidade' que é só dela.
Movida pela curiosidade e pela inquietude, AQUARELA busca desvendar
algumas questões misteriosas, que vão surgindo, aos poucos, para ela.
“Quando abriu os olhos novamente, olhou para cima e viu um céu de
pontinhos brilhantes. Olhou para um lado e viu uma pitangueira,
linda, frondosa.Atrás ficava a casa branca de janelas e portas verdes
e beirais vermelhos. Olhou para o outro lado, um riacho de águas
claras.
Lá adiante o parque estava escuro.
Foi aí que a coisa complicou de novo. Tentou mexer a mão e não
conseguiu, em seguida, foram os braços, depois as pernas... e nada!
Foi tão embaraçoso se sentir presa, amarrada, colada que nem figura
num papel.
Chegou a madrugada. No esforço de entender..., adormeceu.
Despertou com o barulho lá de fora.
Agora, o céu azul mostrava o movimento do parque e das crianças
novamente. Acordou decidida a se livrar daquela cola. Ou limpava o
balanço ou trocava o vestido, mas ficar ali grudada é que não dava.
Além do mais, tinha que descobrir uma forma de passar pela parede
transparente.
Não foi fácil se soltar do balanço de corda. Com uma dança de estica
e puxa, conseguiu. Ensaiou uma corrida em direção à parede e
empurrou-a com a força do corpo e dos pensamentos. Nem era com
ela, Dona Parede não se mexeu.
- Que parede dura, vou atravessá-la mesmo que seja a última coisa
que eu faça!
Decidiu bater forte até quebrar um pedaço, quando ouviu um chiado
zangado.
- Ei, menina, pare de me bater! Não está vendo que não pode passar
por mim? Não tenho porta, nem maçaneta, janela, fresta ou furo. Não
quebro, não abro e não derreto, não adianta ser grande ou pequena,
tem que arranjar outro jeito.
A menina quase morreu de susto, dois passos para trás, um tropeço,
caiu sentada na grama. Balbuciou desculpas e perguntou para Dona
Parede por que estava presa ali.
- Como vou saber? Sou de vidro, mas não tenho bola de cristal para
adivinhar as coisas. Só sei que não adianta insistir, por aqui você não
passa...Eu não tenho porta nem janela para abrir. Pergunta para o seu
Balanço, ele te carrega há tanto tempo, deve saber melhor que eu.
- O Balanço também fala?"
Ao ler o livro AQUARELA, o leitor vai perceber que, a cada página virada, a
menina vai vivenciar uma situação nova e vai, também, poder acompanhar
AQUARELA em um mergulho no seu imaginário.
Mas onde estão as respostas para as perguntas que inquietam tanto a menina
AQUARELA?
AQUARELA investiga, procura, pergunta aqui e ali, fuça todos os cantinhos da
casa, xereta os armários... e nada!
É no capítulo LUZ NO TÚNEL, que tudo se 'ilumina'. A partir deste ponto da
história, mudanças ocorrem. As circunstâncias desenham um novo contexto
e um reencontro para a menina AQUARELA.
O projeto gráfico de AQUARELA distribui, de forma bem equilibrada, cada
capítulo da história pelas páginas do livro. No texto, o que chama a atenção é
a diagramação,que dá destaque aos títulos dos capítulos, às letras capitulares,
à onomatopeias e palavras onomatopaicas. Fonte, cor e tamanho diferenciados
são recursos, que dão originalidade ao texto e valorizam ainda mais a narrativa.
AS ILUSTRAÇÕES:
As ilustrações de BRUNA ASSIS BRASIL, de forte colorido, apresentam a
personagem AQUARELA em cenários que encantam os olhos e exercem um
papel importante na composição da história.
As imagens, de páginas duplas, são bem variadas em técnicas, que vão da
pintura e colagem à ferramentas digitais..
AS AUTORAS:
COLEÇÃO ESTRELA
INDICAÇÃO: a partir de 8 anos (leitor em processo)
40 PÁGINAS
“Graças à brincadeira e à imaginação, a natureza inerte dos adultos - uma
cadeira, um livro, um objeto qualquer - de repente adquire vida própria.
Com a virtude mágica da linguagem ou do gesto, do símbolo ou do ato,
a criança cria um mundo vivente onde os objetos são capazes de
responder às perguntas.” OCTÁVIO PAZ
=====================================================================
PEPITA SAMPAIO, autora do livro AQUARELA, desenvolve, neste trabalho,
uma narrativa que dá asas à imaginação do leitor.
A menina AQUARELA, que empresta seu nome para dar título a este livro,
sonha, até mesmo acordada, uma 'realidade' que é só dela.
Movida pela curiosidade e pela inquietude, AQUARELA busca desvendar
algumas questões misteriosas, que vão surgindo, aos poucos, para ela.
“Quando abriu os olhos novamente, olhou para cima e viu um céu de
pontinhos brilhantes. Olhou para um lado e viu uma pitangueira,
linda, frondosa.Atrás ficava a casa branca de janelas e portas verdes
e beirais vermelhos. Olhou para o outro lado, um riacho de águas
claras.
Lá adiante o parque estava escuro.
Foi aí que a coisa complicou de novo. Tentou mexer a mão e não
conseguiu, em seguida, foram os braços, depois as pernas... e nada!
Foi tão embaraçoso se sentir presa, amarrada, colada que nem figura
num papel.
Chegou a madrugada. No esforço de entender..., adormeceu.
Despertou com o barulho lá de fora.
Agora, o céu azul mostrava o movimento do parque e das crianças
novamente. Acordou decidida a se livrar daquela cola. Ou limpava o
balanço ou trocava o vestido, mas ficar ali grudada é que não dava.
Além do mais, tinha que descobrir uma forma de passar pela parede
transparente.
Não foi fácil se soltar do balanço de corda. Com uma dança de estica
e puxa, conseguiu. Ensaiou uma corrida em direção à parede e
empurrou-a com a força do corpo e dos pensamentos. Nem era com
ela, Dona Parede não se mexeu.
- Que parede dura, vou atravessá-la mesmo que seja a última coisa
que eu faça!
Decidiu bater forte até quebrar um pedaço, quando ouviu um chiado
zangado.
- Ei, menina, pare de me bater! Não está vendo que não pode passar
por mim? Não tenho porta, nem maçaneta, janela, fresta ou furo. Não
quebro, não abro e não derreto, não adianta ser grande ou pequena,
tem que arranjar outro jeito.
A menina quase morreu de susto, dois passos para trás, um tropeço,
caiu sentada na grama. Balbuciou desculpas e perguntou para Dona
Parede por que estava presa ali.
- Como vou saber? Sou de vidro, mas não tenho bola de cristal para
adivinhar as coisas. Só sei que não adianta insistir, por aqui você não
passa...Eu não tenho porta nem janela para abrir. Pergunta para o seu
Balanço, ele te carrega há tanto tempo, deve saber melhor que eu.
- O Balanço também fala?"
Ao ler o livro AQUARELA, o leitor vai perceber que, a cada página virada, a
menina vai vivenciar uma situação nova e vai, também, poder acompanhar
AQUARELA em um mergulho no seu imaginário.
Mas onde estão as respostas para as perguntas que inquietam tanto a menina
AQUARELA?
AQUARELA investiga, procura, pergunta aqui e ali, fuça todos os cantinhos da
casa, xereta os armários... e nada!
É no capítulo LUZ NO TÚNEL, que tudo se 'ilumina'. A partir deste ponto da
história, mudanças ocorrem. As circunstâncias desenham um novo contexto
e um reencontro para a menina AQUARELA.
O projeto gráfico de AQUARELA distribui, de forma bem equilibrada, cada
capítulo da história pelas páginas do livro. No texto, o que chama a atenção é
a diagramação,que dá destaque aos títulos dos capítulos, às letras capitulares,
à onomatopeias e palavras onomatopaicas. Fonte, cor e tamanho diferenciados
são recursos, que dão originalidade ao texto e valorizam ainda mais a narrativa.
AS ILUSTRAÇÕES:
As ilustrações de BRUNA ASSIS BRASIL, de forte colorido, apresentam a
personagem AQUARELA em cenários que encantam os olhos e exercem um
papel importante na composição da história.
As imagens, de páginas duplas, são bem variadas em técnicas, que vão da
pintura e colagem à ferramentas digitais..
AS AUTORAS:
sexta-feira, 14 de julho de 2017
LANÇAMENTO da EDITORA PAULINAS: AUMENTEI, MAS NÃO MENTI de ANTONIO JURACI SIQUEIRA / XILOGRAVURAS DE NENA e SILVIO BORGES
SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br
INDICAÇÃO: a partir de 12 anos (leitor crítico)
38 PÁGINAS
=====================================================================
O premiadíssimo autor ANTONIO JURACI SIQUEIRA, natural do estado do Pará,
na capa do seu livro, já avisa: AUMENTEI, MAS NÃO MENTI e no miolo do livro
apresenta duas narrativas-poéticas, bem ao estilo do Cordel:
- O MITO DA CRIAÇÃO DA NOITE
- O MITO DA CRIAÇÃO DOS RIOS DA ILHA DO MARAJÓ.
ANTONIO JURACI SIQUEIRA escreveu a primeira narrativa - O Mito da Criação
da Noite em sextilhas heptassilábicas, no esquema de rimas - xaxaxa. A história
foi coletada da cultura dos povos Tupi. Sabe-se que ela foi publicada, em 1935,
pelo general Couto de Magalhães, no livro O Selvagem.
Aqui, em AUMENTEI, MAS NÃO MENTI, ANTONIO JURACI SIQUEIRA desenvolve
esta história, ao seu jeito, para mostrar como a noite surgiu com seu manto
escuro, para cobrir a face do sol. Naquele tempo, a noite ainda não existia.
Cá estou de pena em punho
nas brenhas do imaginário,
nas matas densas do verbo,
refém do vocabulário,
para contar uma história
de um passado extraordinário.
Uma história fabulosa,
cheia de ação e magia,
quando o Tempo era menino
e o real e a fantasia
desfilavam de mãos dadas
na passarela do dia.
Essa lenda foi contada
pelos nossos ancestrais
e diz de um fato assombroso
no reino do nunca mais,
tempo em que o dia reinava
sozinho sobre os mortais.
Em 33 estrofes, o autor apresenta um texto, de forma fantasiosa e, ao mesmo
Um dia, o velho Aruã,
sentindo-se triste e só,
contou ao sábio esta lenda
ouvida de sua avó,
que fala do nascimento,
num fabuloso momento,
dos rios do Marajó.
Portanto, eu peço que todos,
adulto, velho ou menino,
de olhos fechados embarquem
na igara do Severino
e sigam rumo ao passado,
atrás de um mundo encantado,
entre o lúdico e o divino.
=====================================================================
Ao final do livro, o leitor encontrará um GLOSSÁRIO, que lista, em ordem
alfabética, doze palavras, algumas de origem indígena, como: BOIOÇU,
BOIUNA, CUNHÃ, EMBIRA, IGARA... Este apêndice tem o objetivo de
facilitar, para o leitor, o entendimento dos textos.
AS XILOGRAVURAS:
Nas xilogravuras de NENA BORGES e SILVIO BORGES, os leitores, de
AUMENTEI, MAS NÃO MENTI, poderão, também, como nos versos de
ANTONIO JURACI SIQUEIRA, constatar a aura mágica da fantasia do
imaginário popular.
As ilustrações, em preto sobre fundos de páginas em colorido forte, são
um grande destaque do livro. O recurso utilizado é impactante e valoriza
visualmente os textos de ANTONIO JURACI SIQUEIRA.
OS AUTORES:
INDICAÇÃO: a partir de 12 anos (leitor crítico)
38 PÁGINAS
=====================================================================
O premiadíssimo autor ANTONIO JURACI SIQUEIRA, natural do estado do Pará,
na capa do seu livro, já avisa: AUMENTEI, MAS NÃO MENTI e no miolo do livro
apresenta duas narrativas-poéticas, bem ao estilo do Cordel:
- O MITO DA CRIAÇÃO DA NOITE
- O MITO DA CRIAÇÃO DOS RIOS DA ILHA DO MARAJÓ.
ANTONIO JURACI SIQUEIRA escreveu a primeira narrativa - O Mito da Criação
da Noite em sextilhas heptassilábicas, no esquema de rimas - xaxaxa. A história
foi coletada da cultura dos povos Tupi. Sabe-se que ela foi publicada, em 1935,
pelo general Couto de Magalhães, no livro O Selvagem.
Aqui, em AUMENTEI, MAS NÃO MENTI, ANTONIO JURACI SIQUEIRA desenvolve
esta história, ao seu jeito, para mostrar como a noite surgiu com seu manto
escuro, para cobrir a face do sol. Naquele tempo, a noite ainda não existia.
Cá estou de pena em punho
nas brenhas do imaginário,
nas matas densas do verbo,
refém do vocabulário,
para contar uma história
de um passado extraordinário.
Uma história fabulosa,
cheia de ação e magia,
quando o Tempo era menino
e o real e a fantasia
desfilavam de mãos dadas
na passarela do dia.
Essa lenda foi contada
pelos nossos ancestrais
e diz de um fato assombroso
no reino do nunca mais,
tempo em que o dia reinava
sozinho sobre os mortais.
Em 33 estrofes, o autor apresenta um texto, de forma fantasiosa e, ao mesmo
tempo, com uma forte carga poética. A narrativa traz embutida a história da
filha da Cobra Grande. Ela se casou, mas disse ao marido, que para amá-lo,
queria o véu escuro da noite. Exigiu, que ele mandasse buscar a noite, pois
queria muito trocar a claridade do dia pelo esplendor do luar. O marido pediu
que 3 servos procurassem a Cobra Grande, mãe de sua esposa. Ela guardava
a noite adormecida, por anos a fio, num coco de tucumã, nas profundezas do rio.
A missão dependia de sorte e obediência, mas a curiosidade dos servos botou
tudo a perder. O que será que aconteceu? Você, leitor, não pode nem imaginar.
====================================================================
Já O Mito da Criação dos Rios da Ilha do Marajó foi relatado pelo índio Aruã, o
Severino dos Santos, em 1783, ao naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira. Esta
narrativa é recontada, aqui, pelo autor ANTONIO JURACI SIQUEIRA, em setilhas
heptassilábicas, no seguinte esquema de rimas: xaxabba, como nos versos dos
folhetos de Cordel.
A história contada, em 29 estrofes, explica que, há muito tempo atrás, a ilha do
Marajó não possuía nem nome, nem rios e nem igarapés. A ilha só tinha mesmo
um lago gigante. Em versos, o autor pede que todos embarquem na iguara do
Severino para que possam realizar uma viagem ao passado. É lá, que os leitores
irão descobrir de que maneira os rios da ilha do Marajó surgiram.
Um dia, o velho Aruã,
sentindo-se triste e só,
contou ao sábio esta lenda
ouvida de sua avó,
que fala do nascimento,
num fabuloso momento,
dos rios do Marajó.
Portanto, eu peço que todos,
adulto, velho ou menino,
de olhos fechados embarquem
na igara do Severino
e sigam rumo ao passado,
atrás de um mundo encantado,
entre o lúdico e o divino.
=====================================================================
Ao final do livro, o leitor encontrará um GLOSSÁRIO, que lista, em ordem
alfabética, doze palavras, algumas de origem indígena, como: BOIOÇU,
BOIUNA, CUNHÃ, EMBIRA, IGARA... Este apêndice tem o objetivo de
facilitar, para o leitor, o entendimento dos textos.
AS XILOGRAVURAS:
Nas xilogravuras de NENA BORGES e SILVIO BORGES, os leitores, de
AUMENTEI, MAS NÃO MENTI, poderão, também, como nos versos de
ANTONIO JURACI SIQUEIRA, constatar a aura mágica da fantasia do
imaginário popular.
As ilustrações, em preto sobre fundos de páginas em colorido forte, são
um grande destaque do livro. O recurso utilizado é impactante e valoriza
visualmente os textos de ANTONIO JURACI SIQUEIRA.
OS AUTORES:
sexta-feira, 7 de julho de 2017
LANÇAMENTO: TOMBOLO DO LOMBO de ANDRÉ NEVES (EDITORA PAULINAS)
SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br
COLEÇÃO: ESPAÇO ABERTO
INDICAÇÃO: a partir de 3 anos (leitura compartilhada) / a partir de 6 anos
(leitor iniciante)
32 PÁGINAS
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Para escrever e ilustrar o livro TOMBOLO DO LOMBO, André Neves foi buscar
inspiração na cantiga popular Tangolomango - uma espécie de parlenda com
estrutura cumulativa decrescente e no Bumba meu boi - manifestação cultural
brasileira, em torno da morte e ressurreição de um boi.
ESTA É UMA HISTÓRIA
COM LÍNGUA COMPRIDA,
BOI DA CARA PRETA,
BOI DA ROUPA ESQUISITA.
QUE BOI É ESSE, MINHA GENTE?
ANIMADO, SÓ QUER DANÇAR.
CHAMOU NOVE MÚSICOS
PARA A FESTA COMEÇAR.
MAS UM DELES DESEJOU
COMER A LÍNGUA DO BOI.
TOMBOLO DO LOMBO
VAMOS DESCOBRIR QUEM FOI?
O TAMBORIM DO CORONEL
DESAFINA UM TOM AFOITO,
TOMBOLO DO LOMBO
DOS NOVE FICARAM OITO.
E assim, vai sendo contada a história dos 9 músicos, que participam da festa...
COLEÇÃO: ESPAÇO ABERTO
INDICAÇÃO: a partir de 3 anos (leitura compartilhada) / a partir de 6 anos
(leitor iniciante)
32 PÁGINAS
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Para escrever e ilustrar o livro TOMBOLO DO LOMBO, André Neves foi buscar
inspiração na cantiga popular Tangolomango - uma espécie de parlenda com
estrutura cumulativa decrescente e no Bumba meu boi - manifestação cultural
brasileira, em torno da morte e ressurreição de um boi.
ESTA É UMA HISTÓRIA
COM LÍNGUA COMPRIDA,
BOI DA CARA PRETA,
BOI DA ROUPA ESQUISITA.
QUE BOI É ESSE, MINHA GENTE?
ANIMADO, SÓ QUER DANÇAR.
CHAMOU NOVE MÚSICOS
PARA A FESTA COMEÇAR.
MAS UM DELES DESEJOU
COMER A LÍNGUA DO BOI.
TOMBOLO DO LOMBO
VAMOS DESCOBRIR QUEM FOI?
O TAMBORIM DO CORONEL
DESAFINA UM TOM AFOITO,
TOMBOLO DO LOMBO
DOS NOVE FICARAM OITO.
E assim, vai sendo contada a história dos 9 músicos, que participam da festa...
A brincadeira com a sonoridade das palavras e as referências às cantigas e às
parlendas são um convite a realização de uma leitura ritmada, favorecendo,
também, uma saborosa recitação cantada.
André Neves se renova a cada livro que lança, com recursos inesperados. Por
exemplo: aqui, o leitor tem que virar o livro de ponta cabeça para ler o texto
e apreciar as ilustrações. TOMBOLO DO LOMBO ganha movimento a cada
página virada, pois o texto, a ser lido e as ilustrações estarão sempre numa
posição diferente.
Num projeto gráfico curioso e cuidadoso, André Neves faz o leitor acompanhar
a dança do Bumba meu Boi, ao mesmo tempo, que os personagens vão caindo
um a um do lombo do boi, até restar apenas um.
Os textos encadeados se fecham em um círculo, mas a diversão não acaba,
quando restar apenas um personagem, porque a brincadeira continua. Você
acredita?
O texto curto, rimado e ritmado, em caixa alta, foi escrito para propor, num jogo
com as palavras, uma brincadeira pra lá de divertida: descobrir qual dos
personagens quer comer a língua do boi. Este desafio é feito para os bem
pequenos, e também, para os adultos, por que não? Melhor dizendo, é um bom
desafio para todos os leitores de TOMBOLO DO TOMBO.
PREMIAÇÃO:
O LIVRO TOMBOLO DO LOMBO DE ANDRÉ NEVES (EDITORA PAULINAS)
ESTÁ ENTRE OS 30 MELHORES LIVROS INFANTIS DO ANO DE 2017, PRÊMIO
parlendas são um convite a realização de uma leitura ritmada, favorecendo,
também, uma saborosa recitação cantada.
André Neves se renova a cada livro que lança, com recursos inesperados. Por
exemplo: aqui, o leitor tem que virar o livro de ponta cabeça para ler o texto
e apreciar as ilustrações. TOMBOLO DO LOMBO ganha movimento a cada
página virada, pois o texto, a ser lido e as ilustrações estarão sempre numa
posição diferente.
Num projeto gráfico curioso e cuidadoso, André Neves faz o leitor acompanhar
a dança do Bumba meu Boi, ao mesmo tempo, que os personagens vão caindo
um a um do lombo do boi, até restar apenas um.
Os textos encadeados se fecham em um círculo, mas a diversão não acaba,
quando restar apenas um personagem, porque a brincadeira continua. Você
acredita?
O texto curto, rimado e ritmado, em caixa alta, foi escrito para propor, num jogo
com as palavras, uma brincadeira pra lá de divertida: descobrir qual dos
personagens quer comer a língua do boi. Este desafio é feito para os bem
pequenos, e também, para os adultos, por que não? Melhor dizendo, é um bom
desafio para todos os leitores de TOMBOLO DO TOMBO.
PREMIAÇÃO:
O LIVRO TOMBOLO DO LOMBO DE ANDRÉ NEVES (EDITORA PAULINAS)
ESTÁ ENTRE OS 30 MELHORES LIVROS INFANTIS DO ANO DE 2017, PRÊMIO
REVISTA CRESCER.
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
AS ILUSTRAÇÕES:
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA
Algumas observações sobre o projeto gráfico e as ilustrações do livro:
- As ilustrações de ANDRÉ NEVES despertam a atenção do leitor desde a capa
do livro. Na capa, as letras 'envernizadas' contrastam com o acabamento fosco
do fundo da página e da ilustração.
- As ilustrações do miolo do livro, na sua maioria, ocupam páginas duplas do livro.
- O projeto gráfico, também, assinado por ANDRÉ NEVES, é muito expressivo e
se revela como a grande atração do livro.
- A diagramação do título e de frases, do miolo do livro, dá destaque a algumas
palavras do texto, como: OLHA A CHUVA / TOMBOLO DO LOMBO, expressão
repetida diversas vezes.
- Fontes diferentes, de tamanhos diversos, o alinhamento e a distribuição do texto
nas páginas, a intenção de criar efeitos de movimento, os espaçamentos são
alguns dos recursos explorados pelo artista.
- O fundo branco, na maioria das páginas, dá ênfase ao colorido das imagens.
- A caracterização dos personagens instiga o leitor e amplia o seu imaginário.
- As páginas do livro TOMBOLO DO LOMBO não são numeradas. A intenção
do autor é ratificar a ideia de encadeamento dos textos e de continuidade.
- A narrativa visual do livro TOMBOLO DO LOMBO reserva para o leitor, a cada
página virada, uma boa surpresa. Vale conferir.
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
O AUTOR:
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+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
AS ILUSTRAÇÕES:
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Algumas observações sobre o projeto gráfico e as ilustrações do livro:
- As ilustrações de ANDRÉ NEVES despertam a atenção do leitor desde a capa
do livro. Na capa, as letras 'envernizadas' contrastam com o acabamento fosco
do fundo da página e da ilustração.
- As ilustrações do miolo do livro, na sua maioria, ocupam páginas duplas do livro.
- O projeto gráfico, também, assinado por ANDRÉ NEVES, é muito expressivo e
se revela como a grande atração do livro.
- A diagramação do título e de frases, do miolo do livro, dá destaque a algumas
palavras do texto, como: OLHA A CHUVA / TOMBOLO DO LOMBO, expressão
repetida diversas vezes.
- Fontes diferentes, de tamanhos diversos, o alinhamento e a distribuição do texto
nas páginas, a intenção de criar efeitos de movimento, os espaçamentos são
alguns dos recursos explorados pelo artista.
- O fundo branco, na maioria das páginas, dá ênfase ao colorido das imagens.
- A caracterização dos personagens instiga o leitor e amplia o seu imaginário.
- As páginas do livro TOMBOLO DO LOMBO não são numeradas. A intenção
do autor é ratificar a ideia de encadeamento dos textos e de continuidade.
- A narrativa visual do livro TOMBOLO DO LOMBO reserva para o leitor, a cada
página virada, uma boa surpresa. Vale conferir.
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O AUTOR:
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terça-feira, 25 de abril de 2017
MAIS UM SUCESSO DA EDITORA PAULINAS: ENFIM, ATLETA! DE ANNA CLAUDIA RAMOS E ROGÉRIO COELHO
SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br
COLEÇÃO MAGIA DAS LETRAS - SÉRIE MUNDO ENCANTADO
INDICAÇÃO: a partir de 10 anos (leitor fluente)
40 PÁGINAS
"Não são todos os que realizam os velhos sonhos da infância!"
"As pessoas têm mania de dizer que a gente tem que desistir de um sonho
quando ele parece muito maluco, ou muito grandioso, como diria Dona
Corinha. Eu não concordo. Ainda bem que não acreditei no que me disseram
lá na minha cidade, quando eu era pequenininha.
Mas vamos começar esta história do começo, que é para vocês entenderem
bem por que estou falando isso. Aprendi com meu avô que, quando se quer
contar uma boa história, é preciso resgatar o passado de tudo, para que se
entenda o presente. Vovó sempre implicava com isso, pedia que ele contasse
apenas o acontecido, que não ficasse enrolando tanto para contar algo tão
simples. Ele ria, e nem ligava, piscava para mim e começava a falar.
Sempre gostei de ouvir as histórias de vovô. E agora, que moramos aqui em
São Paulo com o tio, tudo é diferente, menos o jeito dele de contar histórias.
Moramos aqui já tem bastante tempo, mas hoje está sendo um dia diferente,
especial. Vovô e o tio acabaram de ir embora do aeroporto. Estou na sala de
embarque, rumo a uma nova etapa de minha vida: estudar, treinar e jogar fora
do país, com uma bolsa de estudos integral. Estou sentada aqui, esperando dar
o horário do voo e olhando por esta imensa janela, completamente emocionada.
Acho que por isso me lembrei de toda a minha história.
Nasci no interior de Minas Gerais, numa cidade tão pequenininha que nem se
encontra no mapa. Quem nasce lá, fica meio esquecido do mundo. Por isso
mesmo, Dona Corinha vivia me dizendo:
- Pare de ter sonhos grandiosos. Antônia, olhe bem onde você nasceu. Você
acha mesmo que alguém pode se tornar uma atleta nascendo aqui?
Eu ficava chateada, claro, mas preferia não ligar muito, não, e sempre
respondia:
- Um dia eu vou ser tenista, Dona Corinha, tenho certeza."
Na vida, existem coisas que só descobrimos aos poucos. Com Antônia, não
Costurando sua história, a menina descreve seus sentimentos e sua paixão pelo
tênis. Ela, mesma, nunca entendeu como uma menina, nascida em uma pequena
cidade do interior de Minas Gerais, que nunca tinha pisado numa quadra de tênis,
nem, tão pouco, assistido a uma partida, foi, logo, se apaixonar por este esporte.
Antônia ouviu, de muitos, coisas como: uma menina tenista saindo deste fim de
O livro de ANNA CLAUDIA RAMOS traz, em um texto envolvente e sensível,
Para fechar a história de Antônia, ANNA CLAUDIA RAMOS retoma o começo da
ILUSTRAÇÕES:
Considerações sobre as ilustrações:
AUTORES:
COLEÇÃO MAGIA DAS LETRAS - SÉRIE MUNDO ENCANTADO
INDICAÇÃO: a partir de 10 anos (leitor fluente)
40 PÁGINAS
"Não são todos os que realizam os velhos sonhos da infância!"
Mario Quintana
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A história "ENFIM, ATLETA!" é narrada em primeira pessoa pela menina Antônia,
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A história "ENFIM, ATLETA!" é narrada em primeira pessoa pela menina Antônia,
protagonista do livro. Ela nos conta que tinha um sonho de infância e como tudo
começou.
"As pessoas têm mania de dizer que a gente tem que desistir de um sonho
quando ele parece muito maluco, ou muito grandioso, como diria Dona
Corinha. Eu não concordo. Ainda bem que não acreditei no que me disseram
lá na minha cidade, quando eu era pequenininha.
Mas vamos começar esta história do começo, que é para vocês entenderem
bem por que estou falando isso. Aprendi com meu avô que, quando se quer
contar uma boa história, é preciso resgatar o passado de tudo, para que se
entenda o presente. Vovó sempre implicava com isso, pedia que ele contasse
apenas o acontecido, que não ficasse enrolando tanto para contar algo tão
simples. Ele ria, e nem ligava, piscava para mim e começava a falar.
Sempre gostei de ouvir as histórias de vovô. E agora, que moramos aqui em
São Paulo com o tio, tudo é diferente, menos o jeito dele de contar histórias.
Moramos aqui já tem bastante tempo, mas hoje está sendo um dia diferente,
especial. Vovô e o tio acabaram de ir embora do aeroporto. Estou na sala de
embarque, rumo a uma nova etapa de minha vida: estudar, treinar e jogar fora
do país, com uma bolsa de estudos integral. Estou sentada aqui, esperando dar
o horário do voo e olhando por esta imensa janela, completamente emocionada.
Acho que por isso me lembrei de toda a minha história.
Nasci no interior de Minas Gerais, numa cidade tão pequenininha que nem se
encontra no mapa. Quem nasce lá, fica meio esquecido do mundo. Por isso
mesmo, Dona Corinha vivia me dizendo:
- Pare de ter sonhos grandiosos. Antônia, olhe bem onde você nasceu. Você
acha mesmo que alguém pode se tornar uma atleta nascendo aqui?
Eu ficava chateada, claro, mas preferia não ligar muito, não, e sempre
respondia:
- Um dia eu vou ser tenista, Dona Corinha, tenho certeza."
Na vida, existem coisas que só descobrimos aos poucos. Com Antônia, não
foi assim. Ela sempre soube que seria uma tenista, sempre carregou consigo
esta certeza.
Costurando sua história, a menina descreve seus sentimentos e sua paixão pelo
tênis. Ela, mesma, nunca entendeu como uma menina, nascida em uma pequena
cidade do interior de Minas Gerais, que nunca tinha pisado numa quadra de tênis,
nem, tão pouco, assistido a uma partida, foi, logo, se apaixonar por este esporte.
Antônia ouviu, de muitos, coisas como: uma menina tenista saindo deste fim de
mundo; pare de ter sonhos grandiosos; desista desse sonho de ser tenista, menina.
Tênis é esporte de rico... Algumas pessoas insensíveis só se aproximavam de
Antônia com a intenção de destruir o seu sonho de infância. Poucos a incentivavam.
No início, a menina Antônia só encontrava apoio mesmo na família. Apesar de não
ter conhecido seus pais e ter sido criada pelos avós, Antônia não era uma menina
infeliz, muito pelo contrário.
O livro de ANNA CLAUDIA RAMOS traz, em um texto envolvente e sensível,
reflexões sobre os ciclos naturais da vida e sobre as transformações que podem
ocorrer, de uma hora para outra. Com Antônia, aconteceu da seguinte maneira: ela
acabou sendo conduzida na direção de sua realização, a partir de um certo
momento e sua vida foi preenchida com muitas vitórias.
A obra "ENFIM, ATLETA!" tem um alto teor reflexivo. É interessante observar que a
narrativa nos faz parar para pensar em como foi difícil, para a menina Antônia, ser
aceita pelas pessoas como uma atleta.
Para fechar a história de Antônia, ANNA CLAUDIA RAMOS retoma o começo da
narrativa (Antônia, no aeroporto, na sala de embarque, aguarda o horário de seu voo.
Vai estudar, treinar e jogar fora do país. Emocionada, lembra da sua história de vida,
dos seus sonhos, das pessoas que estiveram ao seu lado apoiando sempre e
daquelas que nunca acreditaram nela.) Numa estrutura circular, a história de Antônia
termina onde começou - no aeroporto, recordando seu velho sonho de infância.
"ENFIM, ATLETA!" faz uma declaração de amor ao esporte e a tudo o que colabora
efetivamente para a formação de um atleta completo. O interessante tema abordado
atrai o leitor, dimensionando as marcas que a leitura pode deixar em quem lê a história
de Antônia.
atrai o leitor, dimensionando as marcas que a leitura pode deixar em quem lê a história
de Antônia.
ILUSTRAÇÕES:
Considerações sobre as ilustrações:
- A capa de "ENFIM, ATLETA!" revela, através do seu título e da ilustração, detalhes
importantes sobre a figura central do livro - Antônia. O leitor, logo, deduz que a
personagem tem o sonho de se tornar uma grande atleta do tênis e que, enfim,
consegue alcançar o seu objetivo.
- A cor amarelo - ouro predomina em todas as ilustrações (capa e miolo do livro) e
funciona como um pano de fundo da história, que registra a vida de Antônia e dessa
forma, ressalta o brilho da atleta, marcado por muitas vitórias.
forma, ressalta o brilho da atleta, marcado por muitas vitórias.
- As ilustrações de ROGÉRIO COELHO intensificam e ampliam o texto de ANNA
CLAUDIA RAMOS.
- ROGÉRIO COELHO, que tem um estilo muito próprio, lança mão de interessantes
recursos para ilustrar este livro. Por exemplo: a narrativa visual, por causa de muitos
detalhes, funciona como uma segunda história, transpõe o que diz o texto e amplia
o imaginário do leitor.
o imaginário do leitor.
- As ilustrações de ROGÉRIO COELHO tiram proveito dos jogos de claro x escuro
e luz x sombra para colocar um foco de luz na personagem central do livro.
A luminosidade é um grande atrativo. É desta maneira que o ilustrador conduz o
olhar do leitor para a personagem Antônia, que é retratada iluminada, sempre
sozinha e muitas vezes, observando pássaros que voam bem alto no céu. O que
imagina Antônia ao observar os pássaros? Com o que ela sonha? Seriam sonhos
grandiosos?
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