quarta-feira, 10 de maio de 2017
segunda-feira, 8 de maio de 2017
ROMEU GUARANI E JULIETA CAPULETO DE CÉSAR OBEID E CATARINA BESSELL (EDITORA DO BRASIL)
COLEÇÃO: Toda Prosa
INDICAÇÃO: a partir de 14 anos (leitor crítico)
96 PÁGINAS
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O escritor CÉSAR OBEID foi buscar inspiração, para escrever ROMEU GUARANI E
JULIETA CAPULETO, na obra mais famosa do escritor William Shakespeare - Romeu
e Julieta.
De forma livre e com muita originalidade, CÉSAR OBEID mostra, nesta criativa e ousada
adaptação, a história dos jovens Romeu e Julieta de uma forma bem brasileira. OBEID
aproveita esta oportunidade para explorar um assunto não muito abordado, mas muito
polêmico - a questão das terras indígenas.
A história começa com provocações e com desrespeito pelo espaço do outro. Teobaldo,
sobrinho do fazendeiro Capuleto, invade o assentamento dos Guaranis para provocar e
fazer ameaças.
Na fazenda dos Capuletos, uma grande festa, para comemorar o sucesso nos negócios,
acontecia. Os jovens do assentamento Guarani resolvem entrar nesta festa como
penetras. Neste evento, Romeu Guarani, filho do cacique, se encanta com a beleza de
uma jovem. Romeu se aproxima dela - Julieta e o amor acontece.
PÁGINA 27 Porém, mesmo com toda a gritaria do público, Romeu e Julieta
pareciam estar fora do mundo. Para os dois, só havia aquele
momento, nada mais. O momento em que as mãos dos dois
jovens se tocavam e as poesias floresciam.
-Quatro mãos estão unidas,
dois olhares se encontrando,
duas bocas muito próximas
e por elas respirando.
Esta conta não termina,
é o amor multiplicando - disse Romeu tentando outra vez
dar um beijo em Julieta.
A partir deste encontro, os jovens deixam que seus desejos e sentimentos falem por si
mesmos e se casam escondidos de suas famílias.
Desentendimentos, brigas, mortes, fuga, desencontros, sentimentos de culpa... muitas
coisas aconteceram e conduziram a vida dos jovens ROMEU GUARANI E JULIETA
CAPULETO, incompreendidos e impedidos de viver um grande amor, a uma tragédia.
Romeu e Julieta de William Shaskespeare, esta história que insiste em atravessar o
tempo, tem, aqui, nesta obra, escrita por CÉSAR OBEID, uma estrutura peculiar. O autor
estruturou a narrativa intercalando, texto em prosa, quando a história é contada e em
versos, nos encontros dos protagonistas.
Vale a pena conferir como o escritor CÉSAR OBEID tomou para si a linha do tempo e
aproximou o jovem leitor de um dos mais famosos escritores do mundo, ao utilizar a obra
Romeu e Julieta, de William Shakespeare, como suporte para sua escrita.
ILUSTRAÇÕES:
apresenta os personagens, detém o tempo da narrativa, contribuindo muito para
a atmosfera da história e para despertar a imaginação do leitor.
domingo, 7 de maio de 2017
LANÇAMENTO DO LIVRO: A MENINA QUE VIU DEUS DE HENRIQUE KOMATSU E JAMES KUDO (EDITORA CONFRARIA DO VENTO)
SITE DA EDITORA:
http://www.confrariadovento.com/editora/catalogo/item/167-a-menina-que-viu-deus.html
ONDE COMPRAR: http://www.livrariacultura.com.br
COLEÇÃO PARA CRIANÇAS
INDICAÇÃO: a partir de 12 anos (leitor crítico)
28 PÁGINAS
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Na infância, há coisas que ficam martelando na nossa cabeça, por exemplo:
ILUSTRAÇÃO:
OS AUTORES:
http://www.confrariadovento.com/editora/catalogo/item/167-a-menina-que-viu-deus.html
ONDE COMPRAR: http://www.livrariacultura.com.br
COLEÇÃO PARA CRIANÇAS
INDICAÇÃO: a partir de 12 anos (leitor crítico)
28 PÁGINAS
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Na infância, há coisas que ficam martelando na nossa cabeça, por exemplo:
Deus existe mesmo? Onde está Deus? Por que não podemos ver Deus?...
Perguntas como estas permeiam o livro " A MENINA QUE VIU DEUS " de
Henrique Komatsu. As dúvidas da menina Aleteia, transformadas em muitas
perguntas, são como um fio condutor da história.
Um dia Aleteia perguntou: " Vovó, quem fez o mundo? ", e sua
avó respondeu: "Deus ".
- " Todo ele? ".
- " Sim, todo."
- " Sozinho? ".
- " Sim, sozinho. "
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Deus tinha criado o mundo sozinho?
Até que depois de muito discutir com as pedras, com as árvores,
com o rio e com os sapos da ilha, Aleteia disse à avó: " É mentira.
Deus não fez o mundo ".
A avó assustou-se: " E por que você acha que não? "
- " Porque deus não existe " - respondeu a menina.
- " Não? "
- " Não."
- " E como você sabe?"
- " Eu não o vejo em lugar nenhum e eu já olhei por tudo."
- " Nem uma pista? "
- " Nada."
Com emoção e sensibilidade, o autor tece os fios que entrelaçam a história
de Aleteia e de sua avó. O diálogo, entre a menina e a avó, acontece para
aproximar, desfazer as dúvidas e encontrar as respostas para as perguntas.
O livro tem, ainda, 'achados' que chamarão a atenção dos leitores:
- Aleteia, em grego, significa verdade.
- É interessante observar a passagem do tempo, segundo pontos de vistas
diferentes: enquanto a criança ( Aleteia ) anseia alcançar o futuro, o mais
rápido possível, o adulto ( a avó ) percorre o tempo sem pressa. Assim, as
situações vão se delineando pouco a pouco. É a vida que flui devagar em
busca das respostas.
- Há muita coisa que foi escrita nas entrelinhas desta narrativa. "A MENINA
QUE VIU DEUS " apresenta um texto que possibilita uma infinidade de
' olhares ' e de ' leituras '. Caberá ao leitor preencher os ' vazios ' que for
encontrando.
"A MENINA QUE VIU DEUS " é um livro para LER, RELER ... E REFLETIR.
OS AUTORES:
sexta-feira, 5 de maio de 2017
HORA DO CONTO PARA BEBÊS NA LIVRARIA CASA DE LIVROS (SÃO PAULO)
LANÇAMENTO DE LIVROS PARA BEBÊS: (a partir de 1 ano)
COLEÇÃO PEQUENA ESTRELA
CLAQUE, A TARTARUGA
autor / ilustrador: Édouard Manceau
tradutor: Yuri Cerqueira dos Anjos
editora Salamandra
24 páginas
BADABUM, O LEÃO
autor / ilustrador: Édouard Manceau
tradutor: Yuri Cerqueira dos Anjos
editora Salamandra
24 páginas
TCHOC-TCHOC, O CAMELO
autor / ilustrador: Édouard Manceau
tradutor: Yuri Cerqueira dos Anjos
editora Salamandra
24 páginas
quarta-feira, 3 de maio de 2017
LANÇAMENTO DAS EDIÇÕES OLHO DE VIDRO: A ALMA SECRETA DOS PASSARINHOS DE PAULO VENTURELLI E ELISABETH TEIXEIRA, NA LIVRARIA NOVE.SETE
LANÇAMENTO DO LIVRO:
A ALMA SECRETA DOS PASSARINHOS
autor: PAULO VENTURELLI
ilustradora: ELISABETH TEIXEIRA
EDIÇÕES OLHO DE VIDRO
LOCAL:
LIVRARIA NOVE.SETE
rua: FRANÇA PINTO, 97 VILA MARIANA
SÃO PAULO - SP
TELEFONES:
(11)5573-7889 / (11)3567-4344
DIA / HORÁRIO:
DIA 06 DE MAIO DE 2017 (SÁBADO) - às 15 HORAS
É TEMPO DE POESIA NA EDITORA POSITIVO
Leia uma poesia infantil para uma criança e veja o que irá acontecer. Com
certeza, ela irá pedir que você leia mais uma ou ainda, muitas outras.
A poesia infantil para uma criança é como uma brincadeira com as palavras.
Rimas, métrica, ritmo, sonoridade, aliterações, trocadilhos, repetição de
palavras....são elementos capazes de capturar a atenção da criança, porque,
para ela, estes elementos soam como uma mágica.
A poesia infantil leva a criança a desenvolver suas emoções, sensibilidade,
e criatividade. Ao despertar o seu poder criativo, a criança aguça seus
sentidos e alimenta a sua imaginação.
A palavra, na poesia infantil, tem força. É ela que propicia brincadeiras, cativa
a criança e a aproxima do texto poético, resgatando o prazer da leitura e da
imaginação.
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SUGESTÕES DE LEITURA DA EDITORA POSITIVO:
COLEÇÃO: DE FIO A PAVIO
INDICAÇÃO: a partir de 6 anos (leitor iniciante)
36 PÁGINAS
SINOPSE:
Neste livro divertido e criativo, Adriano Messias oferece ao leitor uma
série de adivinhas poéticas, que brincam com a aparência física de
vários bichos e a maneira como eles “se vestem”. A resposta para
cada adivinha se encontra sempre no verso dos versos.
Com as belíssimas ilustrações de Cris Eich, Que bicho está no verso?
proporciona ao leitor uma rica experiência estética, estabelecendo uma
relação muito feliz entre texto e imagem.
Nunca usou sapatinhos
e nunca teve chulé.
São mesmo muitos pezinhos.
Que bicho será que é?
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SITE DA EDITORA: www.editorapositivo.com.br
COLEÇÃO: DE FIO A PAVIO
INDICAÇÃO: a partir de 8 anos (leitor em processo)
24 páginas
SINOPSE:
Viva voz! é uma coletânea de poemas lúdicos e divertidos que exploram
o imaginário infantil e que jogam com a sonoridade e o sentido das
palavras de forma muito criativa. Autor de vários livros para crianças e
jovens, Leo Cunha oferece aos leitores uma poesia de alta qualidade,
simples e melódica, na linhagem de José Paulo Paes, Cecília Meireles e
Mario Quintana.
Leia este livro em viva voz,
deixe o estilo pra depois,
deixe a timidez na gaveta.
Solte a garganta sem medo,
que poesia é sopro e vento,
não é só papel e caneta.
PRÊMIO:
O livro VIVA VOZ foi selecionado para o catálogo brasileiro apresentado
na Feira do Livro Infantil de Bolonha, na Itália (2009).
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SITE DA EDITORA: www.editotapositivo.com.br
COLEÇÃO: DE FIO A PAVIO
INDICAÇÃO: a partir de 8 anos (leitor em processo)
36 PÁGINAS
SINOPSE:
Nesta pequena coleção de poemas, as estações do ano são homenageadas
com uma boa dose de sensibilidade, humor e beleza. Tudo na brevidade e
na precisão de um quase haicai, tipo de poema japonês que geralmente
trata da natureza e das estações do ano, como é a intenção desse livro,
primorosamente ilustrado pelas aquarelas do artista Rubens Matuck.
Telefone sem fio:
brisa que enche a luva
vira vento de chuva
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Gato de rua
na poça d'água
bebe a lua
PRÊMIO:
ESTAÇÃO DA POESIA recebeu o prêmio AGES 2011 - categoria Poesia
(ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE ESCRITORES)
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SITE DA EDITORA: www.editorapositivo.com.br
COLEÇÃO: HORA VIVA
INDICAÇÃO: a partir de 10 anos (leitor fluente)
48 PÁGINAS
SINOPSE:
Este livro de Marcos Bagno apresenta uma coletânea de textos primorosos
em que se mesclam a sensibilidade, a reflexão, o humor e a exploração
criativa da linguagem. São poemas que nos desafiam, nos convidam a
novos olhares e nos provocam para muitas descobertas.
Belamente ilustrado por Marilda Castanha, "O tempo escapou do relógio"
nos presenteia com uma poesia da melhor qualidade.
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CATEGORIA: TEÓRICO (FORMAÇÃO DO PROFESSOR)
152 PÁGINAS
SINOPSE:
Este livro preenche algumas lacunas a respeito do trabalho com
a poesia na escola. Aborda, de forma clara e didática, conceitos
como a poesia, o poético, o infantil e o livro infantil, além de uma
série de noções básicas da criação poética: rima, métrica, figuras
de linguagem, entre outras.
Trata de algumas das principais vertentes da produção poética
brasileira para crianças, como as que exploram o aspecto lírico,o
lúdico, a musicalidade e a visualidade.
Apresenta uma série de atividades que podem ser desenvolvidas
em sala de aula, a partir de três pilares: percepção, discussão e
criação. E discute critérios essenciais que se deve levar em conta
no momento de escolher os livros para a sua própria leitura e a de
seus alunos.
PRÊMIOS:
-Prêmio FNLIJ 2014, na categoria Teórico - Fundação Nacional do Livro
Infantil e Juvenil
-Selecionado para o catálogo brasileiro apresentado na Feira do Livro
Infantil de Bolonha, na Itália (2014)
-Selo "ALTAMENTE RECOMENDÁVEL" - 2014 - Fundação Nacional do
Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ)
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CATEGORIA: TEÓRICO (FORMAÇÃO DO PROFESSOR)
152 PÁGINAS
SINOPSE:
Este livro preenche algumas lacunas a respeito do trabalho com
a poesia na escola. Aborda, de forma clara e didática, conceitos
como a poesia, o poético, o infantil e o livro infantil, além de uma
série de noções básicas da criação poética: rima, métrica, figuras
de linguagem, entre outras.
Trata de algumas das principais vertentes da produção poética
brasileira para crianças, como as que exploram o aspecto lírico,o
lúdico, a musicalidade e a visualidade.
Apresenta uma série de atividades que podem ser desenvolvidas
em sala de aula, a partir de três pilares: percepção, discussão e
criação. E discute critérios essenciais que se deve levar em conta
no momento de escolher os livros para a sua própria leitura e a de
seus alunos.
PRÊMIOS:
-Prêmio FNLIJ 2014, na categoria Teórico - Fundação Nacional do Livro
Infantil e Juvenil
-Selecionado para o catálogo brasileiro apresentado na Feira do Livro
Infantil de Bolonha, na Itália (2014)
-Selo "ALTAMENTE RECOMENDÁVEL" - 2014 - Fundação Nacional do
Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ)
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Marcadores:
Adriano Messias,
Cris Eich,
editora Positivo,
Flávio Fargas,
Leo Cunha,
Luís Dill,
Marcos Bagno,
Marilda Castanha,
poesia,
Rubens Matuck
quinta-feira, 27 de abril de 2017
LANÇAMENTO DO LIVRO DE IMAGENS: SEM FIM DE MARILDA CASTANHA (EDITORA POSITIVO)
SITE DA EDITORA: www.editorapositivo.com.br
COLEÇÃO: História à vista
INDICAÇÃO: a partir de 6 anos (leitor iniciante)
60 PÁGINAS
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Este é um livro de imagens. Imagens, também, contam histórias. Mas, para isso,
pedem um leitor criativo e ousado, porque não havendo palavras, elas precisam
ser inventadas.
pedem um leitor criativo e ousado, porque não havendo palavras, elas precisam
ser inventadas.
Nesta narrativa visual, quem imita quem? O homem imita a árvore ou a árvore
imita o homem? Mas será que um tenta imitar o outro? Ou é um desafio? E
nesse caso, quem desafia quem? A natureza desafia o homem ou é o homem
quem desafia a natureza? Há um vencedor no fim? Ou no fim há outra história?
Outras histórias. Há somente dor ou, pelo contrário, há muita esperança.
Nesse sem fim de narrativa que não param de brotar.
imita o homem? Mas será que um tenta imitar o outro? Ou é um desafio? E
nesse caso, quem desafia quem? A natureza desafia o homem ou é o homem
quem desafia a natureza? Há um vencedor no fim? Ou no fim há outra história?
Outras histórias. Há somente dor ou, pelo contrário, há muita esperança.
Nesse sem fim de narrativa que não param de brotar.
A convivência entre um homem e uma árvore é o fio condutor do livro SEM FIM,
um livro de imagens da premiadíssima ilustradora / autora MARILDA CASTANHA.
um livro de imagens da premiadíssima ilustradora / autora MARILDA CASTANHA.
Este livro faz parte da COLEÇÃO HISTÓRIA À VISTA, da editora POSITIVO. Nele a
autora promove indagações sobre harmonia e renovação, o real e o imaginário
e provoca reflexões sobre as possíveis transformações que podem surgir por
meio da relação entre o ser humano e a natureza. É um trabalho que levou 2 anos
para ter corpo e mostra a paixão da autora pelas suas "árvores inventadas", ao ser
humano, bem como a um elemento silencioso: a caixa, que nada mais é do que
uma bela metáfora para a consciência.
autora promove indagações sobre harmonia e renovação, o real e o imaginário
e provoca reflexões sobre as possíveis transformações que podem surgir por
meio da relação entre o ser humano e a natureza. É um trabalho que levou 2 anos
para ter corpo e mostra a paixão da autora pelas suas "árvores inventadas", ao ser
humano, bem como a um elemento silencioso: a caixa, que nada mais é do que
uma bela metáfora para a consciência.
ILUSTRAÇÕES:
As ilustrações do livro SEM FIM foram elaboradas em tinta acrílica e máscara de
aquarela.
aquarela.
Escrever um livro de imagens requer muito trabalho e pesquisa, uma vez que a narrativa visual tem uma gramática própria. A ilustradora MARILDA CASTANHA
diz: "É que as vírgulas, os parágrafos, as exclamações, elementos que estão
presentes na narrativa escrita e oral, também, existem sutilmente no livro de
imagens. A virada de página, por exemplo, pode indicar uma vírgula ou um novo
parágrafo."
diz: "É que as vírgulas, os parágrafos, as exclamações, elementos que estão
presentes na narrativa escrita e oral, também, existem sutilmente no livro de
imagens. A virada de página, por exemplo, pode indicar uma vírgula ou um novo
parágrafo."
CONHEÇA O PROJETO LIVROS ABERTOS, AS DICAS PARA MEDIADORES DE LEITURA E SAIBA O QUE É LEITURA DIALÓGICA
O Livros Abertos é um Projeto de Extensão da Universidade de Brasília que tem
como objetivo compartilhar histórias e encantamento com crianças e jovens de
escolas públicas do DF, criando espaços de diálogo ao redor do livro e da
literatura.
Os mediadores são estudantes de todos os cursos da Universidade de Brasília
Os mediadores são estudantes de todos os cursos da Universidade de Brasília
(UnB) e membros da comunidade.
Coordenação: Eileen Pfeiffer Flores (Professora-Adjunta do Instituto de Psicologia
Coordenação: Eileen Pfeiffer Flores (Professora-Adjunta do Instituto de Psicologia
/PPB).
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terça-feira, 25 de abril de 2017
MAIS UM SUCESSO DA EDITORA PAULINAS: ENFIM, ATLETA! DE ANNA CLAUDIA RAMOS E ROGÉRIO COELHO
SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br
COLEÇÃO MAGIA DAS LETRAS - SÉRIE MUNDO ENCANTADO
INDICAÇÃO: a partir de 10 anos (leitor fluente)
40 PÁGINAS
"Não são todos os que realizam os velhos sonhos da infância!"
"As pessoas têm mania de dizer que a gente tem que desistir de um sonho
quando ele parece muito maluco, ou muito grandioso, como diria Dona
Corinha. Eu não concordo. Ainda bem que não acreditei no que me disseram
lá na minha cidade, quando eu era pequenininha.
Mas vamos começar esta história do começo, que é para vocês entenderem
bem por que estou falando isso. Aprendi com meu avô que, quando se quer
contar uma boa história, é preciso resgatar o passado de tudo, para que se
entenda o presente. Vovó sempre implicava com isso, pedia que ele contasse
apenas o acontecido, que não ficasse enrolando tanto para contar algo tão
simples. Ele ria, e nem ligava, piscava para mim e começava a falar.
Sempre gostei de ouvir as histórias de vovô. E agora, que moramos aqui em
São Paulo com o tio, tudo é diferente, menos o jeito dele de contar histórias.
Moramos aqui já tem bastante tempo, mas hoje está sendo um dia diferente,
especial. Vovô e o tio acabaram de ir embora do aeroporto. Estou na sala de
embarque, rumo a uma nova etapa de minha vida: estudar, treinar e jogar fora
do país, com uma bolsa de estudos integral. Estou sentada aqui, esperando dar
o horário do voo e olhando por esta imensa janela, completamente emocionada.
Acho que por isso me lembrei de toda a minha história.
Nasci no interior de Minas Gerais, numa cidade tão pequenininha que nem se
encontra no mapa. Quem nasce lá, fica meio esquecido do mundo. Por isso
mesmo, Dona Corinha vivia me dizendo:
- Pare de ter sonhos grandiosos. Antônia, olhe bem onde você nasceu. Você
acha mesmo que alguém pode se tornar uma atleta nascendo aqui?
Eu ficava chateada, claro, mas preferia não ligar muito, não, e sempre
respondia:
- Um dia eu vou ser tenista, Dona Corinha, tenho certeza."
Na vida, existem coisas que só descobrimos aos poucos. Com Antônia, não
Costurando sua história, a menina descreve seus sentimentos e sua paixão pelo
tênis. Ela, mesma, nunca entendeu como uma menina, nascida em uma pequena
cidade do interior de Minas Gerais, que nunca tinha pisado numa quadra de tênis,
nem, tão pouco, assistido a uma partida, foi, logo, se apaixonar por este esporte.
Antônia ouviu, de muitos, coisas como: uma menina tenista saindo deste fim de
O livro de ANNA CLAUDIA RAMOS traz, em um texto envolvente e sensível,
Para fechar a história de Antônia, ANNA CLAUDIA RAMOS retoma o começo da
ILUSTRAÇÕES:
Considerações sobre as ilustrações:
AUTORES:
COLEÇÃO MAGIA DAS LETRAS - SÉRIE MUNDO ENCANTADO
INDICAÇÃO: a partir de 10 anos (leitor fluente)
40 PÁGINAS
"Não são todos os que realizam os velhos sonhos da infância!"
Mario Quintana
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A história "ENFIM, ATLETA!" é narrada em primeira pessoa pela menina Antônia,
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A história "ENFIM, ATLETA!" é narrada em primeira pessoa pela menina Antônia,
protagonista do livro. Ela nos conta que tinha um sonho de infância e como tudo
começou.
"As pessoas têm mania de dizer que a gente tem que desistir de um sonho
quando ele parece muito maluco, ou muito grandioso, como diria Dona
Corinha. Eu não concordo. Ainda bem que não acreditei no que me disseram
lá na minha cidade, quando eu era pequenininha.
Mas vamos começar esta história do começo, que é para vocês entenderem
bem por que estou falando isso. Aprendi com meu avô que, quando se quer
contar uma boa história, é preciso resgatar o passado de tudo, para que se
entenda o presente. Vovó sempre implicava com isso, pedia que ele contasse
apenas o acontecido, que não ficasse enrolando tanto para contar algo tão
simples. Ele ria, e nem ligava, piscava para mim e começava a falar.
Sempre gostei de ouvir as histórias de vovô. E agora, que moramos aqui em
São Paulo com o tio, tudo é diferente, menos o jeito dele de contar histórias.
Moramos aqui já tem bastante tempo, mas hoje está sendo um dia diferente,
especial. Vovô e o tio acabaram de ir embora do aeroporto. Estou na sala de
embarque, rumo a uma nova etapa de minha vida: estudar, treinar e jogar fora
do país, com uma bolsa de estudos integral. Estou sentada aqui, esperando dar
o horário do voo e olhando por esta imensa janela, completamente emocionada.
Acho que por isso me lembrei de toda a minha história.
Nasci no interior de Minas Gerais, numa cidade tão pequenininha que nem se
encontra no mapa. Quem nasce lá, fica meio esquecido do mundo. Por isso
mesmo, Dona Corinha vivia me dizendo:
- Pare de ter sonhos grandiosos. Antônia, olhe bem onde você nasceu. Você
acha mesmo que alguém pode se tornar uma atleta nascendo aqui?
Eu ficava chateada, claro, mas preferia não ligar muito, não, e sempre
respondia:
- Um dia eu vou ser tenista, Dona Corinha, tenho certeza."
Na vida, existem coisas que só descobrimos aos poucos. Com Antônia, não
foi assim. Ela sempre soube que seria uma tenista, sempre carregou consigo
esta certeza.
Costurando sua história, a menina descreve seus sentimentos e sua paixão pelo
tênis. Ela, mesma, nunca entendeu como uma menina, nascida em uma pequena
cidade do interior de Minas Gerais, que nunca tinha pisado numa quadra de tênis,
nem, tão pouco, assistido a uma partida, foi, logo, se apaixonar por este esporte.
Antônia ouviu, de muitos, coisas como: uma menina tenista saindo deste fim de
mundo; pare de ter sonhos grandiosos; desista desse sonho de ser tenista, menina.
Tênis é esporte de rico... Algumas pessoas insensíveis só se aproximavam de
Antônia com a intenção de destruir o seu sonho de infância. Poucos a incentivavam.
No início, a menina Antônia só encontrava apoio mesmo na família. Apesar de não
ter conhecido seus pais e ter sido criada pelos avós, Antônia não era uma menina
infeliz, muito pelo contrário.
O livro de ANNA CLAUDIA RAMOS traz, em um texto envolvente e sensível,
reflexões sobre os ciclos naturais da vida e sobre as transformações que podem
ocorrer, de uma hora para outra. Com Antônia, aconteceu da seguinte maneira: ela
acabou sendo conduzida na direção de sua realização, a partir de um certo
momento e sua vida foi preenchida com muitas vitórias.
A obra "ENFIM, ATLETA!" tem um alto teor reflexivo. É interessante observar que a
narrativa nos faz parar para pensar em como foi difícil, para a menina Antônia, ser
aceita pelas pessoas como uma atleta.
Para fechar a história de Antônia, ANNA CLAUDIA RAMOS retoma o começo da
narrativa (Antônia, no aeroporto, na sala de embarque, aguarda o horário de seu voo.
Vai estudar, treinar e jogar fora do país. Emocionada, lembra da sua história de vida,
dos seus sonhos, das pessoas que estiveram ao seu lado apoiando sempre e
daquelas que nunca acreditaram nela.) Numa estrutura circular, a história de Antônia
termina onde começou - no aeroporto, recordando seu velho sonho de infância.
"ENFIM, ATLETA!" faz uma declaração de amor ao esporte e a tudo o que colabora
efetivamente para a formação de um atleta completo. O interessante tema abordado
atrai o leitor, dimensionando as marcas que a leitura pode deixar em quem lê a história
de Antônia.
atrai o leitor, dimensionando as marcas que a leitura pode deixar em quem lê a história
de Antônia.
ILUSTRAÇÕES:
Considerações sobre as ilustrações:
- A capa de "ENFIM, ATLETA!" revela, através do seu título e da ilustração, detalhes
importantes sobre a figura central do livro - Antônia. O leitor, logo, deduz que a
personagem tem o sonho de se tornar uma grande atleta do tênis e que, enfim,
consegue alcançar o seu objetivo.
- A cor amarelo - ouro predomina em todas as ilustrações (capa e miolo do livro) e
funciona como um pano de fundo da história, que registra a vida de Antônia e dessa
forma, ressalta o brilho da atleta, marcado por muitas vitórias.
forma, ressalta o brilho da atleta, marcado por muitas vitórias.
- As ilustrações de ROGÉRIO COELHO intensificam e ampliam o texto de ANNA
CLAUDIA RAMOS.
- ROGÉRIO COELHO, que tem um estilo muito próprio, lança mão de interessantes
recursos para ilustrar este livro. Por exemplo: a narrativa visual, por causa de muitos
detalhes, funciona como uma segunda história, transpõe o que diz o texto e amplia
o imaginário do leitor.
o imaginário do leitor.
- As ilustrações de ROGÉRIO COELHO tiram proveito dos jogos de claro x escuro
e luz x sombra para colocar um foco de luz na personagem central do livro.
A luminosidade é um grande atrativo. É desta maneira que o ilustrador conduz o
olhar do leitor para a personagem Antônia, que é retratada iluminada, sempre
sozinha e muitas vezes, observando pássaros que voam bem alto no céu. O que
imagina Antônia ao observar os pássaros? Com o que ela sonha? Seriam sonhos
grandiosos?
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