terça-feira, 25 de junho de 2013

"PSIU, DONA PSI!" DE FERNANDO ALSANDÁLIO E FAUSTO PRATS

                                        SITE DA EDITORA: www.dubolsinho.com.br


INDICAÇÃO: a partir de 10 anos ( leitor fluente)

48 PÁGINAS


Situado no tempo, o livro " PSIU, DONA PSI! "está dividido em sete capítulos,
que  correspondem  aos  sete  dias  da semana ( Segunda- feira, Terça-feira,
Quarta-feira,  Quinta-feira,  Sexta-feira,  Sábado e  Domingo ). Os títulos  dos
capítulos servem para reforçar a passagem do tempo e  também para marcar
o tempo  exato que o menino Guto tem até o seu primeiro encontro com uma
psicóloga.

                 Pindamonhangaba!
                 Pronto, escrevi a primeira palavra. E agora?
                 " Você está de castigo e vai escrever ", foi o que minha mãe  disse.
                 " Nada de rua, de brincadeiras, de confusão, de televisão." Ela está
                 muito brava comigo.
                 Ela disse: " Guto, de hoje  até o dia de seu primeiro encontro com a 
                 psicóloga, você vai escrever todos os dias. Vai escrever sobre você
                 mesmo, sobre as coisas que você andou aprontando, entendeu?Vai
                 escrever sobre o que você pensa e sente, vai contar seus sonhos.

" PSIU, DONA PSI!" conta a rotina do menino Guto, de onze anos de idade, que
recebe a incumbência de escrever um  diário para apresentar para a psicóloga.
Sob a ótica do menino, o leitor vai, pouco a pouco, conhecendo o personagem
Guto, seu comportamento inquieto, sua história familiar, seus questionamentos,
a amiga Matilde, a professora Ester, suas ideias mirabolantes...

                 Cara Psicóloga, aí vai:
                 Minha mãe ficou muito brava com o que aconteceu com a perna do
                 Marquinho. Não  com  a perna  dele, ela ficou brava comigo, com o 
                 que eu fiz com a perna do Marquinho. Ela disse: " agora chega! ".E
                 então resolveu marcar uma consulta com a senhora, dona Psicóloga.
                 Pindamonhangaba.
                 Primeiro, me deixa explicar o Pindamonhangaba aí em cima. É  que
                 sou danado pra falar palavrão, e quando a senhora topar com um
                 palavrão escrito aqui é porque troquei o palavrão que estou proibido
                 de falar por um que não tem importância, as pessoas até acham 
                 engraçado, ninguém me puxa as orelhas ou me manda calar a boca
                 quando digo pororoca ou boçoroca ou hipercampo de hipopótamo.
                 Mas estou avisando que é um palavrão mesmo, só que disfarçado.

Sim, a imaginação do menino Guto vai  longe. Em  vários momentos, ele registra em
seu diário que vive sonhando acordado, imaginando coisas, pensando em mudar o 
que existe e inventando o que não existe. É muito estimulante acompanhar essas
fantasias e invencionices, pelo olhar do menino Guto, que conduz  a narrativa.

O texto, que compõe as páginas do diário do menino Guto, repleto de diálogos, tem
uma linguagem  bem cotidiana e exatamente, por  isso, consegue  atrair e criar uma
intimidade com o leitor, que, a cada capítulo, ganha total aproximação na história de
Guto.

PSIU, DONA PSI! é um livro que deixa espaço para o  leitor refletir, sentir e também
questionar. A última frase do diário de Guto, no último capítulo do livro, é Até amanhã, 
dona Psi. Esta frase atiça a curiosidade e provoca a imaginação do leitor, que quer
saber mais:  "Como foi o primeiro encontro de Guto com a dona Psicóloga?" , "Outros
encontros aconteceram? ", " De que forma os relatos escritos no diário interferiram na
maneira de pensar e agir do personagem Guto?"...



AS ILUSTRAÇÕES:


As ilustrações de Fausto Prats são uma grande soma no livro. Elas utilizam o
traço e o enquadramento de histórias em quadrinhos e resultam num trabalho
harmonioso - as imagens caminham paralelas ao texto.



SOBRE O AUTOR E O ILUSTRADOR:



Dizem que qualquer semelhança, entre o autor Fernando Alsandálio e o personagem
Guto, não é mera coincidência. Na verdade, um é a cara do outro. Dizem também que 
quando lemos uma história que conta uma experiência pessoal, as situações relatadas
podem, em outros momentos, se tornar uma fonte para discutir a vida, para a troca de
ideias e para o enriquecimento pessoal. Isto pode mostrar muitas portas e abrir muitos
caminhos para o leitor.

Vale a pena conferir!

5 comentários:

Nannor disse...

Esta edição foi boa, já o novo livro "Belelê & Beatriz (quem não arrisca não petisca nem pega peixe sem isca... só mesmo lendo-o! Indico-o!

Cristina Sá disse...

Nannor,
Aguarde. No mês de julho,
vou dedicar um post ao
novo livro do Fernando
Alsandálio: BELELÊ &
BEATRIZ.
Volte sempre!
Cristina

Anônimo disse...

Olá Cristina,
Que maravilha de post, indicado, recomendado e distribuído pelo blog da Dubolsinho - www.dubolsinho.blogspot.com
Obrigado!
Bruno D'Abruzzo
Editora Dubolsinho - dubolsinho@gmail.com

João Felipe disse...

Nossa! è muito legal!
Pindamonhangaba!

Eu sei falar isso faz tempo, minha mae nasceu la e eu passo as férias la sempte


adorei muiiiiiiiitooooooo


beijos com um saudadão

Fernando Alsandálio disse...

Pindamonhangaba! Que legal, João Felipe.
Que om que você gostou de meu livro.
Um abraço do tamanho do Pantanal.
E espero que você leia os outros dois: Logo mais no Umbigo da Banana Split e Belelê e Beatriz.