sábado, 9 de julho de 2016

O COLECIONADOR DE ÁGUAS DE ELAINE PASQUALI CAVION E LÚCIA HIRATSUKA (EDITORA CORTEZ)

                                          SITE DA EDITORA: www.cortezeditora.com.br


INDICAÇÃO: a partir de 8 anos (leitor em processo)

32 PÁGINAS


   "Ler  um texto é  instaurar uma  situação discursiva. O que também significa
    dizer que, desde  a capa, essa  situação  discursiva  é inaugurada  e, com o
    livro nas  mãos,  os leitores  começam  a integrar  o mundo  do  autor  e um
    rico processo de descobertas, que não tem "receita pronta" para acontecer.
    Por isso, ao refletir a respeito da capa e  quarta capa, do título, das  cores e
    formas dos desenhos, e da fala da  personagem, os leitores  podem ampliar 
    seus diálogos com o livro."                                               MAGDA SOARES
    
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                      "Todo menino  coleciona alguma  coisa:  figurinhas,
          carrinhos, pedras, medalhas, insetos, moedas, espantos.
                        Francisco colecionava águas.
                        Sabia ele que, assim como não existem ares iguais,
          pessoas iguais  e  terras iguais,  não existem  águas  iguais.
                         As águas eram a certeza de Francisco.
                         Era tanta água para colecionar!"



Este  livro  conta  a  história  de  Francisco, o  colecionador  de  águas. Ele, vivendo 
alegrias e experimentando muitas aventuras, se apresenta, ao mesmo tempo, como 
um  menino observador e sensível. 

O livro, também, com  todos os seus  atrativos, mostra  Francisco convivendo  com 
as águas, em  diversas  situações:  banho  de  mangueira,  banho  de  chuva, poças 
d'água, mergulho  no rio, pescaria ... Por muitos motivos, Francisco sabe aproveitar
estes momentos como ninguém.

Francisco, antes de ser um colecionador de águas, é também um menino-poeta. Ele 
reconhece  nas  águas,  que  coleciona, as  particularidades  de cada  uma  delas.  É
capaz  de  olhar  e  desvendar,  por  exemplo,  uma  desatinada  alegria  na  água  do
banho  de chuva e ver  nas  poças d' água  formadas, que  elas são  os  olhos  que 
chuva deixa, para que a terra fique olhando o céu. 

Havia,  na   realidade,   uma  quantidade  enorme  de  tipos  de  água  para  Francisco 
colecionar.  Assim,   em  pouco  tempo,  Francisco   conseguiu  formar  uma  coleção 
enorme de águas: água do dia, chuva da  noite, água  doce, água do  mar... Com  seu
olhar aguçado de menino-poeta, ele descobriu que as águas  tinham seus  segredos, 
que elas sabiam  do que gostavam  ou desgostavam e, ainda, que  elas, em  hipótese
alguma, gostavam de ficar paradas. Neste ponto da narrativa, a história de  Francisco
ganha intensidade e abre caminho para leituras diversas.Cabe ao leitor seguir, então,
as águas armazenadas pelo menino Francisco e descobrir o rumo que elas tomaram.



O  texto  de  Elaine  Pasquali Cavion é extremamente  poético  e  flui como  água. As
palavras, que a  escritora  utiliza, encharcam  de  encantamento  o coração  do leitor.
Atento a tudo o que o cerca, resta ao  leitor mergulhar  nas  entrelinhas,  para seguir,
junto com Francisco, o curso das águas.


O LIVRO "O COLECIONADOR DE ÁGUAS" JÁ FOI TRADUZIDO PARA O INGLÊS E O
ESPANHOL.


ILUSTRAÇÕES:

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As  ilustrações  de  Lúcia  Hiratsuka  imprimem  um  toque  de  poesia  ao  livro O
COLECIONADOR DE ÁGUAS. 

A capa do livro traz  embutida  em si a pergunta: por que a imagem  de uma  cama
boiando e um menino brincando com um barquinho de papel? A imagem intrigará 
o  leitor.  Este  detalhe  revelará  algo  diferente  acontecendo.  O  que  será?  Para 
encontrar as  respostas  para as  perguntas, o leitor deverá ler o texto  e observar,
com muita  atenção, as imagens.

As aquarelas  da  artista Lúcia  Hiratsuka, tanto para a capa do livro quanto para o
miolo, são extremamente delicadas. Para analisá-las deve-se considerar a relação
entre texto e imagens, que  se  complementam. Essa  harmonia convida  o leitor a
soltar a imaginação, para realizar descobertas e dar vida às ideias.

Amplas e na sua  maioria, de páginas  duplas, as  ilustrações de  Lúcia Hiratsuka, 
propiciam uma rica leitura da narrativa visual.

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