segunda-feira, 13 de julho de 2015

LANÇAMENTO EDITORA PAULINAS: "TABULEIRO DA BAIANA" - TEXTO E ILUSTRAÇÕES DE ELMA


SITE DA EDITORA: www.paulinas.org.br


COLEÇÃO ESPAÇO ABERTO

INDICAÇÃO: a partir de 10 anos (leitor fluente)

32 PÁGINAS


    Este livro nasceu  da  observação da  autora. Comendo um acarajé  em João 
Pessoa, cidade onde reside atualmente, ela percebeu que a Bahia e as baianas
estão em todos os cantos do Brasil.

    "TABULEIRO DA BAIANA"  foi  escrito  a  partir da  ideia  de que seria  muito 
interessante  pesquisar e escrever sobre as  baianas da Bahia e  sobre o  ofício
que elas desenvolvem.

   Como a capa do livro e o título anunciam, a escritora / ilustradora Elma mostra,
aos leitores, em  seu novo livro, "O QUE É QUE A BAIANA TEM".

    Com uma  linguagem enxuta e fluida, a história da baiana  Arminda é narrada.

     Arminda  é  uma  mistura  de  muitas mulheres, que  estão  espalhadas  pelo 
Brasil e que  exercem o  ofício de vendedora  de sabores  e  também, de  afetos.
Arminda  tem  um  tabuleiro repleto  de quitutes:  acarajés,  tapiocas  quentinhas, 
cocadas... A clientela  faz fila para saborear  todas  estas delícias,  que  Arminda
prepara, com muito carinho e capricho.

           "Arminda Baiana,
                  Quando apregoava, enchia a rua de sabor e a freguesia fazia fila.

                       Olha o acarajé, olha o acarajé!
                  Tem fraco, tem forte
                  Pra quem quiser, e quente!
                  Bem picante, minha gente!
                     
                                                     Era assim o dia inteiro."

      Mesmo  sendo  uma  pessoa  com talento  enorme  para  a  culinária e sendo 
uma cozinheira de mão cheia, a baiana  Arminda, um  dia, resolve  parar. Decide
abandonar  o seu ofício. Os  clientes  sentem falta  de  Arminda. Tudo fica, então, 
sem cheiro, sem sabor.Tudo fica triste. Mas, a história não acaba aqui. A história
da  baiana  Arminda  se desdobra  em  outras histórias,  que leitores, de todas as
idades, irão gostar muito de conhecer.

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VOCÊ SABIA?

Você sabia que o ofício das baianas é patrimônio imaterial brasileiro, parte
das tradições afro-brasileiras, que integram a cultura plural do nosso país?

Sim, a  Lei  Municipal  n. 12.175,  decretada  em  Salvador,  no  dia  25  de
novembro  de 1998, reconhece  a riqueza e o legado histórico deste  ofício
para a nossa sociedade.   

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      Esta não é só mais uma história que  Elma preparou para os seus leitores. É
uma homenagem, e ao mesmo tempo, uma declaração de respeito ao ofício das 
baianas, figuras populares da cultura brasileira. 
              
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AS ILUSTRAÇÕES:


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As ilustrações deste livro impressionam. 

A beleza de tudo está na simplicidade, no menos que é mais. 

É muito interessante observar as escolhas feitas pela artista para as imagens
do  livro: poucas  cores e  poucos  detalhes. As  imagens reforçam  a ideia de
ausência.

Para ilustrar TABULEIRO DA BAIANA, Elma usou a técnica aquarela e para
destacar os personagens, não detalhou as cenas. Fez esta  opção para que
o  leitor  pudesse, com  a   própria  imaginação, levar  a  história  para  onde
quisesse e para, quem sabe, olhar com atenção o entorno. 



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O que prevalece, nesta obra,  nos fundos de páginas, é o uso da cor branca,
exceto  em duas  delas. Nestas, Elma  utilizou a cor cinza, como fundo, para 
mostrar a mudança  de sentimentos  dos  personagens, que  se apresentam, 
tristes e cabisbaixos,  porque a baiana Arminda deixou o trabalho. 


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O tratamento gráfico do livro, assinado por André Neves, é uma atração à parte
e revela um projeto cuidadoso.

Alguns destaques: 
- recurso gráfico - as letras 'envernizadas' das palavras, que aparecem na capa,
  contrastam com o acabamento fosco do fundo de página e imagem;
- capa com abas / cor e desenho aquarelado na parte interna das abas;
- texto e espaçamento entre as linhas bem distribuídos nas páginas, buscando
  o equilíbrio entre texto e imagens;
- diagramação: algumas palavras e frases aparecem ampliadas / numa mesma
  página, aparece fonte de diferentes cores e tamanhos;
- páginas sem numeração;
- ilustração (pessoas na fila) na página de rosto e na última página do livro, para
  representar a continuidade de um ofício (venda de quitutes) que passa de mãe
  para filha, de geração a geração...



Dá gosto passear pelas páginas deste livro!!!
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A AUTORA:


2 comentários:

ELMA disse...

Olá Cristina!
Muito bom sabermos que o nosso trabalho é admirado e sobretudo respeitado por pessoas que amam a nossa literatura.
Obrigada!
Elma

Cristina Sá disse...

Elma,
Sou apaixonada por literatura de um modo geral, mas a literatura
infantojuvenil, para mim, é muito especial.

Seu livro "TABULEIRO DA BAIANA" é um livro que é para ser lido e
relido, contado e recontado. É um livro, que veio para ficar para
sempre.
Tece, com emoção e sensibilidade, a história da baiana Arminda e
ao mesmo tempo, a história de todas as outras baianas, que estão
espalhadas pelos quatro cantos do Brasil. Linda homenagem!

Adorei receber seu comentário!
beijo
Cristina