domingo, 31 de agosto de 2014

LER O LIVRO: " A CONFERÊNCIA DOS PÁSSAROS" DE PETER SIS E IR AO TEATRO ( RIO DE JANEIRO)

SUGESTÃO: LER O LIVRO


                                  SITE DA EDITORA: www.companhiadasletras.com.br

INDICAÇÃO: a partir de 10 anos ( leitor fluente)


160  PÁGINAS

O que o leitor vai encontrar no livro A CONFERÊNCIA DOS PÁSSAROS?
O  leitor vai  viajar no  tempo  e encontrar uma  fábula do século XII,  que foi contada
pelo  místico poeta  persa  Farid  Ud-Din  Attar. Trata-se  de um  grande clássico da
literatura oriental, recontado, neste livro da  Companhia  das  Letrinhas, por  um dos
maiores nomes da literatura infantil - Peter Sis.

Numa certa manhã, o  poeta Attar  percebeu  que  tinha  se   transformado em  Poupa 
(ave  belíssima,  da  família dos  pupídeos, que  tem, como  característica, a sua crista
com  pontas  pretas). É Poupa quem  convoca outros pássaros para uma conferência.
Ela propõe que todos saiam em busca do rei  Simorgh, um sábio que tem a resposta
para todos os males. Só Simorgh poderia encontrar  a solução para  tanta  descrença
e infelicidade.As aves alçam voo, percorrem todos os cantos do planeta e atravessam
7   vales: o vale da  Procura, do  Amor, da  Compreensão, do  Desapego, da Unidade,
do Deslumbramento e o vale da Morte. No  percurso, elas enfrentam muitos  perigos e
obstáculos. Somente 30 aves sobrevivem e conseguem alcançar a meta. No encontro
com o grande sábio, os pássaros descobrem que a resposta estava muito mais perto
do que imaginavam. A revelação surpreenderá as aves e também o leitor deste livro.

                                                  Quando o poeta Attar acordou
                               em uma manhã depois de um sonho inquietante,
                                  percebeu que havia se tornado uma poupa...

                                                                    Parte I

                                                           Todos os pássaros
                                                         do mundo se reúnem
                                                         para uma conferência
                                                          e escutam o discurso
                                                                    da poupa.

                     POUPA: Simorgh está escondido atrás de véu das nuvens.
                     PÁSSAROS: Que véu? Que nuvens?
                     POUPA: Seu coração está atrás do véu.

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                     PASSARINHO: Nunca estou totalmente seguro. Um dia estou
                     confiante, no outro estou incerto. Um dia fico aflito, no outro
                     alço voo. Sou fraco, sou frágil. Nunca estou em harmonia.
                     POUPA: Todos têm altos e baixos, passarinho.Voe...purifique
                     o seu coração. 
                                                              
                          

ILUSTRAÇÕES:
                                           CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LAS

SOBRE O  POETA FARID UD-DIN ATTAR:
Pouco se sabe sobre  Farid Ud-Din Attar (1119-1233), mas as informações 
que chegaram a nossos  dias sugerem que ele foi um  homem que desafiou 
as convenções e ideias de sua época. Attar viveu em Nishapur, no nordeste
da Pérsia,entre o final do século XII e o início do século XIII. 


ESCRITOR / ILUSTRADOR:
Peter Sis   (re)conta e ilustra a história A CONFERÊNCIA DOS PÁSSAROS.



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SUGESTÃO: IR AO TEATRO


ESPETÁCULO TEATRAL:
A  CONFERÊNCIA  DOS PÁSSAROS narra a aventura de pássaros numa viagem,
para encontrar o rei  Simorgh, que  vive além  da montanha Kaf. Ele tem  a resposta
para  todas as  perguntas e  é  o único capaz  de encontrar  uma solução para  tanta
descrença e infelicidade. Para encontrá-lo, os pássaros  enfrentam muitos desafios.
Mas, chegando lá , os trinta pássaros sobreviventes são tomados por uma surpresa
maior do que poderiam imaginar.

DRAMATURGIA E DIREÇÃO:
Maurício Grecco

ELENCO:
Carolina Kasting / Carmen Frenzel / Julia Lund / Patrick Sampaio

LOCAL:
OI FUTURO ( FLAMENGO)
rua Dois de Dezembro, 63 - FLAMENGO
Rio de Janeiro / RJ

TELEFONE:
(21) 3131-3060

TEMPORADA:
ATÉ 19 de OUTUBRO de  2014

DIAS:
sábados e domingos

HORÁRIO:
às 16 horas

CLASSIFICAÇÃO:
LIVRE ( indicado para maiores de 6 anos )

INGRESSO:
R$15,00  / R$7,00  Meia entrada é vendida somente com a apresentação da
carteirinha e / ou documentos de identificação no ato da compra do ingresso.

DURAÇÃO APROXIMADA:
60 minutos
( Não será permitida a entrada após o início do espetáculo)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

"CORRESPONDÊNCIA" DE BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS E ANGELA-LAGO

                                         SITE DA EDITORA: www.editorarhj.com.br

INDICAÇÃO:  a partir de 10 anos de idade ( leitor fluente )

24 PÁGINAS

Realizando a leitura da capa do livro CORRESPONDÊNCIA  de Bartolomeu  Campos 
de Queirós e  Angela-Lago, o  leitor vai perceber que a  capa tem  a aparência de  um
tradicional envelope, com bordas nas cores verde e amarelo, selado e carimbado.Vai
reparar ainda que  a capa não  apresenta o título do livro , nem os  nomes dos autores.
Estes  estão  dispostos, de  forma discreta, na  quarta capa do livro. Outra coisa que o
leitor vai  notar é que, na capa-envelope, não há o nome do destinatário e nem mesmo
o  seu  endereço. Todos  estes detalhes  levarão o  leitor  a muitas reflexões. Uma das
questões poderia ser:  a  correspondência  se destina  a qualquer  pessoa que  estiver
interessada em descobrir o que há dentro do livro.


Na  folha de  rosto, uma  frase fisgará o leitor:  "AS PALAVRAS SABEM  MUITO MAIS LONGE." Ela virá  acompanhada pela  imagem de  uma  pessoa derramando uma  lata 
de tinta e deixando um rastro sobre a página branca. É o  início de tudo. Esta ilustração,
em tamanho diminuto, irá seguir como um fio esticado, na parte  inferior de cada página, 
até  a  última folha do  livro, com o  objetivo de mostrar  lugares, o  mar, vários meios  de transporte, uma  fábrica, uma  nuvem,  o povo  brasileiro, uma  aldeia  indígena e a carta 
seguindo viagem... Todas as ilustrações representam a continuidade e mostram que um
recomeço é sempre possível.


Uma carta escrita por Ana será enviada a Mateus e a partir daí, outras serão trocadas
entre  amigos. Elas, com textos concisos, encadeadas,  irão  passar  de mão em mão 
até retornar a primeira remetente, fechando, assim, um círculo, que contém a  ideia de
resgatar vários aspectos do Brasil. Uma das cartas diz assim:

                                                           Caro Lucas
                   
                                 A chuva, nesta manhã, lavou os campos. Ao abrir a
                      janela, vi uma fita colorida abraçando o mundo. Tomei do
                      arco-íris três cores para você: Verde, Amarelo e Azul.
                                 Não sei  se  o carteiro  vai descobrir  meu   presente.
                      Estou lhe enviando o Brasil. Abra a carta e deixe a liberdade
                      voar sobre nós.
                                                           Sua amiga,
                                                                Marta

Em CORRESPONDÊNCIA, Bartolomeu Campos de Queirós destaca o valor de várias
palavras como: Trabalho, Justiça, Terra, Paz, Esperança, Igualdade..., pois as palavras
têm o  poder transformador  e  ampliadas podem reforçar  a responsabilidade ética de
cada cidadão brasileiro. A ideia do poder transformador da palavra já estava expressa,
no início do livro, na folha de rosto: "AS PALAVRAS SABEM MUITO MAIS LONGE."
Você lembra?


NOTA:

          Vale, aqui, lembrar que o livro CORRESPONDÊNCIA foi editado, pela primeira vez,
pela editora Miguilim (MG), em 1986, na época do movimento  Diretas Já e da instalação
da   Assembléia  Nacional  Constituinte -  tempo,  também,  em  que  usávamos muito  os tradicionais  envelopes,  com  bordas  nas  cores  verde e  amarelo,  no  lugar  dos  atuais
e-mails.

PRÊMIOS:
.Diploma de Honra do IBBY (INTERNACIONAL BOARD ON BOOKS FOR YOUNG
PEOPLE)

.Prêmio Altamente Recomendável (1986) pela Fundação Nacional do Livro Infantil
Juvenil, pelas ilustrações de Angela-Lago

.Selecionado para o Projeto Meu Livro Companheiro (RJ)

ILUSTRAÇÃO:




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AUTORES:

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO "POEMAS DO JARDIM" E SARAU DE POEMAS MUSICADOS NA LIVRARIA NOVE.SETE (SÃO PAULO)


PROGRAMAÇÃO:
- LANÇAMENTO DO LIVRO:
Poemas do Jardim
autora: Penélope Martins
ilustradora: Tati Moes
editora: Cortez

- SARAU DE POEMAS  MUSICADOS E CONTAÇÃO DE HISTÓRIA 
COM A AUTORA PENÉLOPE MARTINS
( participam musicalmente da brincadeira: Joel Costa Mar e Cláudia Lima )

- ILUSTRAÇÃO AO VIVO COM A ARTISTA TATI MOES

LOCAL:
Livraria Nove.Sete
rua França Pinto, 97- Vila Mariana 
São Paulo /SP

TELEFONE PARA INFORMAÇÕES:
(11) 5573-7889

DIA:
30 de agosto de 2014 (sábado)

HORÁRIOS:
às 15 horas
às  16 horas ( SARAU)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

" O OLHO DE VIDRO DO MEU AVÔ " DE BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS

                                 SITE DA EDITORA:  www.modernaliteratura.com.br

INDICAÇÃO: a partir de 14 anos ( leitor crítico) 

48 PÁGINAS

Assim começa o livro O OLHO DE VIDRO DO MEU AVÔ:

  
                           Era de vidro o seu olho esquerdo. De vidro azul-claro e parecia
                   envernizado  por uma  eterna noite. Meu avô via a vida pela  metade,
                   eu cismava, sem fazer  meias  perguntas. Tudo  para ele se  resumia
                   em um meio mundo. Mas via a vida  por inteiro, eu  sabia. Seu  olhar,
                   muitas  vezes,   era  parado  como  se  tudo  estivesse  num  mesmo
                   ponto. E estava. Ele nos doava  um sorriso  leve com  meio canto da
                   boca,  como   se  zombando  de  nós.  O   pensamento  vê  o  mundo
                   melhor que os olhos, eu tentava justificar. O pensamento  atravessa
                   as  cascas  e  alcança o  miolo das coisas. Os olhos só acariciam as
                   superfícies. Quem toca o bem dentro de nós é a imaginação.


A história  deste  livro é narrada  em  primeira  pessoa: o narrador é quem diz que seu
avô não deixou herança, deixou apenas a sua história.

Para contar aos leitores  a  história de seu  avô, o autor-narrador recolhe, na memória
suas lembranças de infância. São  fragmentos  de  uma  vida  vivida em  Bom Destino,
segundo ele, cidade pequena  e plana, cansada de  tanta paz. Com  um olhar atento e
cheio de  poesia, ele vai  mostrar  o que  não pode  ser esquecido - a  história daquele
ser cativante, que  guardava muitos mistérios - seu avô - que via o mundo com um olho 
só. outro olho, o  olho  esquerdo, era  de  vidro  e  foi comprado  na  cidade de  São
Paulo.

A narrativa mostra, também, como aconteciam as muitas tentativas do neto de decifrar
todo o  mistério, que  estava  escondido  por  trás  daquele  olho  de  vidro, que mesmo
imóvel,   fixo ' via ' a  verdade  mais  profunda. Misturando  realidade  e  fantasia, o  avô
buscava lugares que o olhar não  enxergava. A  imaginação do avô ia longe. O que  ele
não  via, inventava. Através  da  imaginação, o  neto  acreditava,  que  o  avô conseguia
alcançar o miolo das coisas.


                 "Meu  avô  imaginava sempre,  eu  acreditava. Vencia as horas lerdas
                 deixando o  mundo  invadi-lo  por  inteiro. Ele  hospedava  essa visita
                 sem espanto. Saboreava o mundo com  antiga  fome. O que  seu olho
                 de vidro não via, ele fantasiava. E inventava  bonito, pois eram da cor
                 do mar os seus olhos. E todo mar é belo por ser grande demais. Tudo
                 cabe dentro de sua imensidão: viagens, sonhos,  partidas, chegadas,
                 mergulhos e afogamentos."


O autor, bem a  sua maneira, neste  texto  também trabalha a palavra, brinca  com  ela e
através  de  expressões  (olho  gordo / olho  de  peixe-morto / menina  dos  olhos... ), de 
ditados (cego é aquele que  não  quer  ver / em  terra  de cego quem tem um olho é rei),
de repetições ( Fui  criado por  via das  dúvidas. Quando adoecia, minha mãe chamava  
farmacêutico,  por via das  dúvidas. Mas,  por  via das  dúvidas, acendia uma vela. Por
via das  dúvidas escaldava um  chá. Por via das dúvidas mandava benzer. E  eu,  por via
das dúvidas, voltava a ter saúde.), de metáforas ( O pensamento atravessa as cascas e
alcança o  miolo das  coisas. Os  olhos  só  acariciam  as  superfícies. ) de  sinestesias
(  Muitas   vezes  esse   silêncio  se  misturava  com  o  cheiro  do  alho  que  minha  avó 
refogava para o arroz; possuía o aroma do café coado na hora; tinha o gosto dos sonhos 
que  minha avó  fritava  e cobria  com açúcar  e  canela.) de comparações ( O silêncio é
essência. )...constrói um texto que faz acordar as emoções.



O autor - narrador tenta, mas não consegue contar tudo  aos leitores. Há muita coisa
escrita nas entrelinhas.  É o leitor que deverá preencher as ' lacunas ' que  encontrar
durante a leitura. 

O AUTOR:


domingo, 24 de agosto de 2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"DE CARTA EM CARTA" DE ANA MARIA MACHADO E NELSON CRUZ

                                   SITE DA EDITORA: www.moderna.com.br

INDICAÇÃO: a partir de 10 anos ( leitor fluente)

32 PÁGINAS

DE CARTA EM CARTA traz uma boa história, com certeza!

Ana  Maria  Machado,  em  1982,  visitou  o   México e  ficou  fascinada  com
as  fileiras  de  escrevinhadores,  que  se  alinhavam  em  volta  do  Zócalo, a 
praça - maior  da  cidade,  para  escrever  cartas. A escritora,  logo,  pensou:
o  ofício  daquelas  pessoas,  que  se  alugavam   para  escrever,  daria  uma
boa  história. Imaginou  um  título e a  história  de um avô  e  um  neto, ambos
analfabetos.  Foi fazendo  anotações,  amadurecendo a  ideia, mas  acabou
desistindo dela,  várias  vezes,  por diversos  motivos. Em  2000, Ana  Maria
foi a Cartagena, na Colômbia. Lá, encontrou,  outra vez, os escrevinhadores,
sob as arcadas em volta da Praça Bolívar. A ideia, que fora deixada de lado,
ressurgiu com força total. Assim, em  poucos  dias, a ideia que acompanhou
a autora, por cerca de  vinte anos, foi  colocada no papel  de forma definitiva.

Assim começa o livro DE CARTA EM CARTA, que, finalmente, foi escrito por
Ana Maria Machado e publicado pelo selo Salamandra, da  editora Moderna.

           "Era  uma vez um menino pequeno  que   morava  numa 
             cidade pequena. Acho até que  não foi há  muito tempo.
             Nem  muito  longe  daqui. E  que  o menino  não era  tão 
             pequeno assim.  Mas ainda não sabia ler nem  escrever.

             Muita  gente  na  cidadezinha  não  sabia, mesmo gente
             muito maior e mais velha do que ele.

             A cidade era antiga e ficava na beira do mar. Tinha  ruas
             estreitas, igrejas  lindas  e pracinhas. Tinha lembranças 
             de  um  tempo de  muita  riqueza. Tinha  fortes  que  não  
             serviam  para mais nada, mas   antigamente tinham sido 
             usados para defender a cidade  dos  ataques de piratas. 
             Tinha casas coloniais  de dois andares, com  jardins em 
             pátios internos e varandinhas cheias de vasos de flores.
             E em alguns lugares, essas varandas eram grandes,  no 
             segundo andar, por cima de uns arcos que se apoiavam
             nas calçadas em voltas das praças e largos.
       
            Um desses largos se chamava "Praça dos Escrevedores".

            Lá, debaixo das arcadas, ficavam as bancadas de trabalho
            dos homens que se  encarregavam  de  escrever todas  as
            coisas   importantes  que  o  pessoal da  cidade precisava,
            mas não sabia - cartas, bilhetes, documentos.
         .............................................................................................................................
            Esta  é   a  história  de  dois  fregueses   dos   escrevedores.
            O menino Pepe e seu avô José."
         
Por serem igualmente teimosos, Pepe e seu  avô José, um dia, se  desentenderam. 
O  menino resolveu enviar  uma carta para  seu avô, para  dizer tudo o que pensava. 
Ele entendeu que seria melhor agir  deste modo, pois  se  tivesse dito desaforos no
momento da briga, certamente, teria recebido um castigo.

Mas como enviar uma carta? De  que forma faria isso, se não sabia usar as palavras?
Pepe era analfabeto. Como não sabia  escrever, teve que pedir  ajuda ao escrevedor 
Miguel, lá da Praça dos  Escrevedores. 

O avô José recebeu  a  carta, mas  como  era analfabeto também, recorreu a Miguel,
para ele ler a carta do neto e escrever uma carta resposta.

O escrevedor,  na  hora de  ler e  redigir, mudou  algumas  palavras,  porque ele  sabia, 
exatamente, o que avô e neto,  precisavam ouvir. A intenção do escrevedor Miguel era 
mediar aquele conflito entre  Pepe e o avô José e  fazer com  que eles voltassem a se 
entender.

As trocas de  cartas continuaram. O  relacionamento entre o avô e o neto  foi  mudando
para  melhor. Pepe  fez  descobertas  quando  começou  a  observar  e  refletir sobre a
vida e as necessidades dos idosos, sobre as transformações e ciclos naturais da vida.
  


De carta em carta é um livro comovente - a começar pela ideia que Ana  Maria Machado
teve de desenvolver uma história a  partir do  que viu em suas viagens - pessoas  que se
alugavam para escrever. A escolha de personagens que representavam 'as  duas pontas
da vida' -avô e neto- foi também muito significativa. Chamou a atenção ainda, o poder da
palavra  interferindo nas relações de afeto. Esta obra reúne,  ainda, muitos outros  pontos
fortes  e  sem  dúvida, todos estes  elementos imprimiram à narrativa emoções, que irão ressoar mesmo depois que o leitor fechar o livro.


PRÊMIOS:
2002- Prêmio Ofélia Fontes - o melhor para criança - Fundação Nacional
do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) - Hors Concours

2003- Altamente Recomendável (FNLIJ)



ILUSTRAÇÕES:
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA

As ilustrações de  NELSON CRUZ, para o livro DE CARTA EM CARTA, são
extremamente encantadoras. Ele  usa cores em  tons pastéis,  jogo  de  luz e
sombra para retratar os ângulos das imagens, que compõem as cenas. Com
isto, os desenhos ganham outra dimensão de beleza.

OS AUTORES:



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

DIVERSÃO ENTRADA FRANCA: "MARGARIDA QUER CASAR" COM O GRUPO PERERÊ NA LIVRARIA NOVE.SETE (SÃO PAULO)


ESPETÁCULO " MARGARIDA QUER CASAR " COM O GRUPO PERERÊ

Margarida quer casar é uma viagem pelo universo musical e também da
história, da poesia, dos sons e da imaginação brasileiros.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

CONVITE PARA O LANÇAMENTO:" QUEM CONTA HISTÓRIA DE DIA CRIA RABO DE CUTIA" DE MARCO HAURÉLIO E CLAUDIA CASCARELLI (SÃO PAULO)


LANÇAMENTO:
Quem conta história de dia
cria rabo de cutia
autor: MARCO HAURÉLIO
ilustradora: CLAUDIA CASCARELLI
editora: CORTEZ
indicação: a partir de 6 anos (leitor iniciante)
24 páginas

PROGRAMAÇÃO:
Contação de histórias com Valdeck de Garanhuns

LOCAL:
Livraria Cortez
rua Monte Alegre, 1074 - Perdizes - São Paulo / SP

TELEFONE PARA INFORMAÇÕES:
(11)3873-7111

DIA / HORÁRIO:
16 / agosto/2014 (sábado) / às 11h


LANÇAMENTO: "QUEM CONTA HISTÓRIA DE DIA CRIA RABO DE CUTIA" DE MARCO HAURÉLIO E CLAUDIA CASCARELLI

                                        SITE DA EDITORA: www.cortezeditora.com.br

INDICAÇÃO: a partir de 6 anos ( leitor iniciante )

24 páginas

   "QUEM  CONTA  HISTÓRIA DE  DIA CRIA  RABO DE  CUTIA"   é  o  título do novo 
livro de  Marco  Haurélio. O  título  é engraçado  e  certamente, vai  chamar a atenção
dos  leitores. A expressão  rimada, que dá título  a este  livro, é  muito  conhecida  de
quem narra ou costuma ouvir contos populares. 

     O   autor do  livro  "QUEM  CONTA  HISTÓRIA  DE  DIA  CRIA  RABO  DE  CUTIA"
cresceu em uma fazenda  chamada  Ponta  da  Serra, no sertão da Bahia, escutando
histórias contadas pela avó Luzia. O seu interesse pelos contos populares  veio deste
período  da  sua  infância,  quando  uma história  contada  desenrolava  muitas outras
histórias.
     
      São as lembranças  do tempo de menino  do  autor que vão costurando os versos,
que ele dedica a todos os contadores de histórias.

    Estas são as estrofes  iniciais do livro. Elas mostram que o livro de  Marco  Haurélio
é mesmo uma viagem, no trem da saudade, ao 'País de Infância', como dizia o escritor
Câmara Cascudo.


                                               De vez em quando retorno
                                               No tempo, sem retornar.
                                               Quero dizer que viajo,
                                               Mas não saio do lugar.

                                               Nessas viagens que faço,

                                               Entro no trem da saudade,
                                               Que corre sempre ao contrário
                                               Dos trens da grande cidade.

                                               A viagem dura pouco,

                                               Pois, apesar da distância,
                                               O pensamento conduz
                                               Para a Estação da Infância.

                                               E, assim que chego, me vejo

                                               Correndo livre nos campos,
                                               Onde a noite é governada
                                               Pela luz dos pirilampos.

                                               E ouço minha avó chamando,
                                               De modo bem carinhoso:
                                               "Venha, meu filho, escutar
                                               Outra história de trancoso".

     

 E você, leitor? Que tal embarcar também no trem da saudade e viajar para o
 'País da Infância'?  Que tal mergulhar em uma história nascida ninguém sabe
 onde, trazida ninguém sabe por quem?
     

ILUSTRAÇÕES:


As  ilustrações de Claudia  Cascarelli, para o livro de Marco  Haurélio, são  muito
atraentes. As imagens remetem para as, já conhecidas, xilogravuras dos folhetos
de cordel, só que com um colorido vibrante. 




OS AUTORES:




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

LANÇAMENTO DA EDITORA MELHORAMENTOS: "O PINGUIM DE GELADEIRA, A PREGUIÇA E A ENERGIA" DE MERLI (SÃO CAETANO DO SUL)


O novo livro de imagens de SERGIO MERLI tem como eixo o uso consciente da 
energia.


LANÇAMENTO:
O PINGUIM DE GELADEIRA, A PREGUIÇA E A ENERGIA
autor do projeto e ilustrações: MERLI
editora: MELHORAMENTOS
site da editora: www.editoramelhoramentos.com.br

PROGRAMAÇÃO:
Presença do autor, evento com desenhos ao vivo e sessão de autógrafos.

LOCAL:
Paparicos & Cia
rua Maranhão,1.190 - Bairro Santa Paula 
São Caetano do Sul - SP

DIA:
16 de agosto de 2014 ( sábado)

HORÁRIO:
15 h às 17 h


ASSISTA AO BOOK TRAILER:




23ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO


VEJA A PROGRAMAÇÃO: 
www.bienaldolivrosp.com.br

VOCÊ ESTÁ CONVIDADO PARA ESTE LANÇAMENTO DA EDITORA BIRUTA: "O GIGANTE DO MARACANÃ" DE CESAR CARDOSO E LARISSA RIBEIRO ( RIO DE JANEIRO)

                                       SITE DA EDITORA: www.editorabiruta.com.br
                                       BLOG DA EDITORA: www.blogbirutagaivota.com.br

LANÇAMENTO:
O GIGANTE DO MARACANÃ
autor: CESAR CARDOSO
ilustradora: LARISSA RIBEIRO
editora: BIRUTA
56 páginas
indicação: a partir de 8 anos ( leitor em processo)




LOCAL:
BLOOKS LIVRARIA
praia de Botafogo, 316 ( ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA )
BOTAFOGO - RIO DE JANEIRO / RJ

(estacionamento: praia de botafogo esquina com a 
rua Visconde de Ouro Preto / ao lado do banco Itaú)

DIA:
16/agosto/2014 ( sábado )

HORÁRIO:
das 15 horas às 18 horas